
IVV prevê quebra na produção de vinho do Tejo mas produtores estão confiantes
O Instituto da Vinha e do Vinho prevê para a região vitivinícola do Tejo uma quebra a rondar os cinco por cento na colheita deste ano em relação ao ano anterior. Produtores da região falam de um ano com bom clima, sem pragas e estão confiantes em melhores números.
A previsão do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) para as colheitas deste ano aponta para um aumento da produção na maioria das regiões vitivinícolas do país à excepção das regiões do Tejo e de Lisboa. De acordo com este organismo estima-se um aumento de 10% na produção de vinho na campanha deste ano, face à campanha anterior. Com a previsão do volume de vinho a rondar os 6,7 milhões de hectolitros.
A contrariar a tendência nacional, para a região Tejo prevê-se uma quebra de cerca de 5% (com uma produção na ordem dos 604 milhões de hectolitros, contra os 636 milhões de 2018). Contactados por O MIRANTE, alguns produtores da região dizem não estar de acordo com a previsão do IVV, como é o caso da Quinta do Casal da Coelheira e da Adega Cooperativa do Cartaxo.
Nuno Falcão, enólogo da casa Quinta do Casal da Coelheira, no Tramagal, concelho de Abrantes, espera que, depois de uma quebra significativa de produção no ano passado, causada pelas altas temperaturas de Agosto, a rondar os 47 graus centígrados, este ano a produção não deve fugir ao normal em termos de quantidade. O normal são cerca de 250 mil quilos, resultantes dos 40 hectares em plena produção. A Quinta do Casal da Coelheira tem um total de 55 hectares, mas cerca de 15 estão ocupados por vinhas ainda jovens. Quanto à qualidade, o enólogo diz que tudo está bem encaminhado e não houve registo de pragas, mas “até ao lavar dos cestos é vindima”.
Para o vice-presidente da Adega Cooperativa do Cartaxo, José Barroso, é provável que se registe um aumento da colheita deste ano em relação ao ano anterior, sobretudo na zona do Bairro, que em 2018 foi bastante afectada pelo escaldão de Agosto. “Este ano não se verificaram escaldões violentos nem há pragas a assinalar”, refere, prevendo por isso um aumento de cerca de 5% na produção. A Adega Cooperativa do Cartaxo tem cerca de 220 associados, o que representa uma área de vinha de mil hectares e uma produção a rondar os 10 milhões de quilos anuais.
Para a região de Lisboa o IVV estima uma quebra de produção na ordem dos 10%. O maior aumento de produção espera-se na região Douro, onde se prevê uma subida de 30%, dos 1.260 milhões de hectolitros de vinho para os 1.638. O IVV sustenta as suas previsões para a região com base no excesso de calor registado a 11 de Julho que pode ter comprometido algumas vinhas. Ressalva, no entanto, que o desfecho da colheita está dependente das condições climatéricas que se registarem até à realização das vindimas.

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