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Médicos passam o tempo a fazer “registozinhos e relatoriozinhos”

Edição de 11.09.2019 | O MIRANTE dos Leitores

O médico Vítor Brotas, natural do concelho de Coruche e a trabalhar há vários anos como especialista de Medicina Interna no Hospital dos Capuchos, deu uma entrevista o DN em que faz declarações muito importantes e que me tocaram. Entre elas está algo que me perturba quando vou à consulta, que é o facto de, na maioria das vezes, o médico passar o tempo quase todo a escrever no computador.
“Trabalho médico não é escrever no computador, telefonar, fazer requisições, ver se o exame foi marcado, ver não sei o quê, e isso é 90 por cento (%) da actividade de um médico. Temos um serviço de saúde mau porque 90% do que os médicos e enfermeiros fazem não são actos médicos, são fantochadas, registozinhos, relatoriozinhos, passar atestados. É por isso que digo que não mereço o que ganho, só mereço o que ganho se o meu ponto de aplicação for o adequado, quando isso for possível, o Serviço Nacional de Saúde melhora logo”.
Ele é médico e diz que o Serviço Nacional de Saúde melhora quando os médicos passarem a ter que utilizar a maior parte do tempo a tratar de burocracias. Eu concordo e, fazendo bem as contas, estar a pagar a um médico para fazer aquelas tarefas é desperdiçar dinheiro e desperdiçar os seus conhecimentos.
Leandro Mendes Caracol

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