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Azambuja quer recorrer a apoios do Estado para resolver falta de habitação

Município está a desenvolver uma estratégia local que permite candidatura ao programa 1º Direito

Edição de 02.10.2019 | Economia

A Câmara de Azambuja já adjudicou o procedimento para a elaboração da Estratégia Local de Habitação, um documento que vai permitir a candidatura ao programa 1º Direito, que visa facilitar o apoio e acesso à habitação a pessoas que vivam em situação de carência habitacional ou não possuam recursos financeiros para aceder, sem apoios, a uma casa com condições dignas.
A informação foi avançada pela vereadora com o pelouro da intervenção social, Sílvia Vítor (PS), em reunião do executivo municipal, para esclarecer que a autarquia está a procurar resolver os problemas habitacionais no concelho. Segundo a vereadora, a câmara municipal, em parceria com as juntas de freguesia, associações, GNR e serviços de acção social já está no terreno a identificar pessoas que vivam em situação precária de habitação e a fazer um levantamento dos jovens que daqui a cinco anos vão precisar de habitação. Desta forma, considera a vereadora, transmite-se “segurança a empreiteiros que queiram investir no concelho de Azambuja”.
O município considera prioritária a requalificação de bairros degradados, dando como exemplo o bairro social da Quinta da Mina, em Azambuja. É ainda intenção desta autarquia protocolar com o Governo a cedência dos fogos que se localizam em Alcoentre e se encontram devolutos há vários anos. A estratégia passa por requalificá-los e repovoar aquele território, criando um regime de renda apoiada para jovens que ali se queiram instalar, anunciou Sílvia Vítor.
As declarações da vereadora surgiram na sequência de comentários de munícipes e vereadores presentes na reunião, à entrevista do vereador da oposição Rui Corça (PSD) a O MIRANTE, onde referiu que um dos principais problemas do concelho é a escassez de habitação. Depois de receber a novidade Rui Corça elogiou o executivo, mas lembrou que “há um mês não tinham nada programado, nem havia estratégia de habitação”.
O programa 1º Direito tem em 2019 uma dotação de 40 milhões de euros, valor que deverá aumentar para 700 milhões até 2024, de acordo com o Orçamento do Estado. Está inserido na Nova Geração de Políticas de Habitação do Governo e pretende dar resposta às famílias que vivem em situação de carência habitacional, através de apoio público.

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