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Desactivação de conduta abre portas a novo acesso à Quinta dos Anjos
Lote onde iria nascer uma piscina e onde ocorriam infiltrações de água vai passar para a câmara municipal e deverá ser requalificado

Desactivação de conduta abre portas a novo acesso à Quinta dos Anjos

Depois de muitos avanços e recuos pode haver uma luz ao fundo do túnel com a desactivação de uma das condutas da EPAL e, dessa forma, resolver o problema da falta de acessos àquela urbanização de Castanheira do Ribatejo.

Edição de 02.10.2019 | Sociedade

A Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL) desactivou recentemente uma das condutas de água que atravessam o limite da Quinta dos Anjos, em Castanheira do Ribatejo, com isso surge a oportunidade de resolver o problema da falta de acessos a essa urbanização.
O único acesso, recorde-se, é feito por baixo de uma outra conduta da EPAL, impedindo a passagem a veículos com altura superior a 2,7 metros, situação que compromete o socorro em caso de emergência. Até agora a construção de um acesso alternativo não foi possível devido ao peso que a estrada iria colocar sobre a conduta que agora vai ser desactivada. Com essa medida o problema deixa de existir e, diz a Câmara de Vila Franca de Xira, será possível construir o acesso que há muito estava prometido.
“A desactivação permitirá que a EPAL nos dê um parecer favorável a construir esse segundo acesso. É um acesso que está incluído nas infra-estruturas da urbanização mas que o urbanizador não irá fazer e teremos de ser nós a assumir”, explicou Alberto Mesquita, presidente do município, na última reunião pública onde foi aprovada uma proposta de compra de um dos lotes da urbanização. O autarca diz esperar que, até ao final do mandato, o imbróglio em torno dos acessos à Quinta dos Anjos esteja concluído.
Tal como O MIRANTE noticiou em Janeiro, o acesso à urbanização é apenas um dos vários problemas que ali existem e que estão pendurados depois do promotor falir. A titularidade das casas por vender e por acabar de construir passou entretanto para as mãos da banca. No centro dos problemas está também o lote central que há 15 anos deveria ter sido uma piscina. Acabou por se tornar num tanque de águas paradas a céu aberto que acabou aterrado pelos próprios moradores.
Agora a câmara municipal aprovou, por maioria, uma proposta visando adquirir o lote para o requalificar totalmente e colocar ao dispor da população. “Vamos fazer algo que vai melhorar e requalificar tudo o que lá existe hoje, que é mau. Será um espaço com zonas verdes e arborizadas, com equipamentos colectivos, como um circuito para as pessoas poderem correr ao fim do dia ou um ginásio ao ar livre”, explica o autarca.

Urbanizações ao abandono

A Castanheira do Ribatejo tem três cicatrizes a céu aberto no seu território resultantes de urbanizações que nunca avançaram e que preocupam os autarcas locais, pelos impactos que deixaram na paisagem: Urbanização da Cevadeira (fases 1 e 2) e a Quinta dos Fidalgos. Alberto Mesquita admitiu esta semana que, em alguns casos, foi um erro o município ter aprovado essas novas urbanizações. “São situações complicadas”, lamenta o autarca, numa freguesia onde a procura por nova habitação está sempre em alta, o que, à semelhança do resto do concelho, faz disparar o custo das casas.

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