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Um matagal à beira de casa em Amiais de Baixo
Joaquim Silva vive paredes-meias com o matagal há 27 anos

Um matagal à beira de casa em Amiais de Baixo

Presidente da junta já contactou os proprietários mas o terreno continua por limpar e a representar um potencial risco de incêndio. Vizinho queixa-se da inoperância das autoridades.

Edição de 02.10.2019 | Sociedade

Um terreno na Rua Gago Coutinho, em Amiais de Baixo, concelho de Santarém, está a preocupar os moradores confinantes, pois está transformado num matagal que pode tornar-se combustível fácil e pôr em risco as casas vizinhas.
O presidente da Junta de Freguesia de Amiais de Baixo, Duarte Neto, disse a O MIRANTE que já contactou os supostos proprietários do terreno, alertando-os para que procedessem rapidamente à limpeza do espaço, mas até agora as pessoas continuam a desresponsabilizar-se pelo assunto e dizem não ser os verdadeiros donos do lote.
“Como não temos na nossa posse a caderneta predial não sabemos quem é o proprietário do terreno”, refere Duarte Neto. O autarca garante que esta é uma situação complicada pois, apesar dos vários contactos, como existe um conflito familiar entre herdeiros, ninguém até ao momento tem feito nada.
Joaquim Silva reside paredes-meias com o lote abandonado. Para além do local ser um antro de répteis, ratos e insectos, o morador teme que todo aquele mato e lixo possa constituir um rastilho para um incêndio, especialmente por ter duas botijas de gás à entrada de casa.
Já pediu ajuda à Câmara de Santarém, à Junta de Freguesia de Amiais de Baixo e à GNR, mas até agora ninguém se responsabilizou pela limpeza do terreno privado. Segundo Joaquim Silva, o lote é propriedade de irmãos que estão desavindos devido às partilhas há quase 50 anos, desconhecendo como contactá-los.
O matagal foi cortado há alguns anos mas o terreno nunca mais foi desmatado. “Isto é uma pouca vergonha. Ainda me disseram para tirar antes as botijas de gás do sítio, mas não faz sentido nenhum”, contou a O MIRANTE o reformado de 91 anos que construiu casa no local há 27 anos.
Joaquim Silva diz entender que os trabalhos de limpeza implicam custos financeiros, mas a lei tem de ser cumprida e se os proprietários não limparem apesar das sucessivas notificações têm de ser multados.

Um matagal à beira de casa em Amiais de Baixo

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