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Escola de Fátima vai estudar Rota Carmelita para criar novo produto turístico
Turmas da Escola de Hotelaria de Fátima vão descobrir novos conteúdos sobretudo ao nível da gastronomia

Escola de Fátima vai estudar Rota Carmelita para criar novo produto turístico

Projecto foi apresentado no Dia Mundial do Turismo. O objectivo da Rota Carmelita é tornar as peregrinações até Fátima mais seguras e dar-lhes também uma vertente turística.

Edição de 09.10.2019 | Sociedade

Os alunos da Escola de Hotelaria de Fátima (EHF) vão ter um projecto de estudo anual que pretende estudar a Rota Carmelita. Um caminho de peregrinação que liga Coimbra a Fátima que a Câmara de Ourém está a desenvolver em conjunto com outros municípios por onde esse percurso passa. Todas as turmas da EHF vão participar e descobrir novos conteúdos, sobretudo ao nível da gastronomia.
O objectivo é criar um produto turístico para que o projecto seja mais forte. “Entendemos que a escola poderia dar o seu contributo a este projecto. É numa escola como a nossa que podemos fazer a diferença e trabalharmos para desenvolver ainda mais o turismo no nosso concelho”, afirmou a directora executiva da Insignare, entidade proprietária da EHF, Carina João Oliveira.
O projecto foi apresentado na manhã de sexta-feira, 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo, junto ao Posto de Turismo de Fátima, local que marca o último quilómetro da Rota Carmelita. Os alunos marcaram presença nesta iniciativa, alguns com placas onde se podia ler “turismo é aventura”; “turismo espiritual”; “turismo é lazer e repouso” e “turismo é gastronomia”.
Carina João Oliveira explicou que ao longo do ano lectivo todos vão encontrar coisas novas e diferentes. “Vai ser uma viagem e uma aventura onde vamos aprender muito no final. Vamos perceber quem eram as carmelitas e o que faziam. Vai ser uma jornada que vai valer muito a pena”, sublinhou, acrescentando que uma das iniciativas a desenvolver vai ser percorrer parte do trilho a pé. Tudo o que for feito ao longo do ano vai ser cadastrado e digitalizado para que as próximas gerações também tenham acesso à informação.
O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, agradeceu e elogiou a ideia da Insignare e destacou que, apesar do trabalho que vai dar, os alunos vão descobrir coisas novas. A presidente da ACISO (Associação Empresarial Ourém-Fátima), Purificação Reis, destacou a importância destes projectos que ajudam a desenvolver a actividade económica do concelho, sendo que o principal sector de Fátima é o turismo.
Bruna Moreno é aluna do 2º ano do curso de Cozinha/Pastelaria e está muito entusiasmada com esta iniciativa da escola. A jovem, de 17 anos, diz que este projecto vai colocar os alunos à prova e apelar à criatividade de todos. Também Joel Ferreira, aluno do 3º ano do curso de Pastelaria/Padaria, diz que ao longo do ano vão descobrir mais sobre a história das Carmelitas. “Vamos descobrir uma cultura diferente da nossa. Vamos reencontrar novas receitas e podemos inová-las, mantendo as raízes originais”, realçou o jovem de 18 anos.
A Rota Carmelita tem um total de 111 km, sendo que 38 km são no concelho de Ourém. Este é o primeiro percurso sinalizado pela Associação Caminhos de Fátima, em parceria com o Centro Nacional de Cultura, os 14 municípios envolvidos e o Turismo de Portugal.

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