Novo recuo na solução para campo do Alhandra Sporting Club
O município de Vila Franca de Xira não vê com bons olhos a proposta dos dirigentes do Alhandra Sporting Club (ASC) de instalar o campo de substituição da Hortinha nos terrenos da antiga Escola da Armada e volta a insistir na solução do campo da Cimpor.
O presidente do município, Alberto Mesquita, já veio dizer na última semana que a instalação do campo no antigo complexo da Marinha iria pôr em causa o estudo urbanístico que existe para o local e recusou a ideia, notando que a câmara “não pode tomar decisões que tentem resolver uma situação arranjando um monte de problemas no futuro”.
Alberto Mesquita voltou a insistir na solução Cimpor, onde é proposto ao clube utilizar um campo de futebol daquela empresa situado na vila de Alhandra, junto à Estrada Nacional 10, que está sem uso apesar de estar em excelentes condições. O autarca refere que a situação até já poderia estar resolvida, caso os dirigentes do clube aceitassem essa ideia. Mas os dirigentes não querem por entender que não tem a dignidade e qualidade que o clube merece e por isso o braço-de-ferro continua. Esta tomada de posição da câmara significa um novo recuo na busca de uma solução para o velho e degradado campo da Hortinha.
Para os dirigentes do clube a solução Marinha, junto ao heliporto e pavilhão, seria a única com viabilidade suficiente para dar condições aos atletas e aos familiares, mas como o espaço está há décadas ao abandono necessitaria de um investimento elevado do município para o dotar das condições necessárias. A expectativa dos dirigentes do ASC era ter um contrato de cedência com duração mínima de dez anos aprovado até ao final do ano, mas isso não irá acontecer.
Rui Macieira, presidente do clube, lamentou numa das últimas reuniões de câmara a inoperância do poder político sobre o assunto. “Devo andar aqui há 20 anos a tratar de um assunto que era da responsabilidade da câmara. Há aqui um desleixo e deixou-se passar o tempo”, lamentou.
Já Alberto Mesquita contrapõe dizendo que o município investiu várias vezes nas soluções que o clube pediu, incluindo na compra de um terreno da antiga Cimianto que o clube, por não ter condições financeiras para o descontaminar, não pode usar.
Futebol suspenso por falta de condições
A prática de futebol de formação no ASC mantém-se suspensa por falta de inscrições e condições no Campo da Hortinha. A reduzida procura dos pais dos atletas deve-se às más condições do Campo da Hortinha. Em 2019 foi a primeira vez desde a implementação do futebol no clube, em 1922, que este ficou sem equipas a competir. Quase 90 jovens treinavam num campo pelado que alagava no Inverno e tinha balneários e bancadas num estado inclassificável.