
Proibições a esmo são sinónimo de incapacidade para educar para a cidadania
A regra para resolver uma série de problemas que afectam o nosso dia a dia é a proibição com ameaça de castigo para quem não cumprir. Há um excesso de proibições e isso até acaba por ter como principal resultado o seu não acatamento.
Há regulamentos, normas, leis que, quando são aprovados já se sabe serem ineficazes. Recolha os dejectos do seu cão, não deite papéis para o chão, coloque o lixo no contentor, separe o lixo para reciclagem, não deite beatas para o chão, não cuspa para o chão, etc...
Os apelos ao civismo e as ameaças com sanções, raramente resultam mas o investimento na educação e na educação para a cidadania continua a ser muito baixo, apesar de já ter dado provas suficientes de eficácia. Pode demorar tempo mas chega-se lá.
Um cidadão educado não precisa de ser ameaçado. Ele limita-se a ter civismo. Há um provérbio, creio que chinês, que diz o seguinte: “Se os teus projectos forem para um ano semeia trigo; se forem para dez anos planta uma árvore; se forem para cem anos instrui o povo”. O problema é vivermos num tempo em que não há paciência e só queremos resultados imediatos como se fazer de uma criança um cidadão fosse o mesmo que semear batatas.
Filomena Dias
