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Novos casos de infecção por VIH descem mas ainda são preocupantes
Hospital Distrital de Santarém acompanha cerca de 900 doentes com VIH/SIDA

Novos casos de infecção por VIH descem mas ainda são preocupantes

Número de novos casos de infecção por VIH baixou no distrito de Santarém, mas Vila Franca de Xira e Chamusca estão acima da média nacional no que toca a novos diagnósticos.

Edição de 11.12.2019 | Sociedade

O número de novos casos de infecção por VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) no distrito de Santarém foi de 24 em 2018, cerca de metade do correspondente ao ano anterior, 46 casos. Os dados constam do relatório “Infecção VIH e SIDA – situação em Portugal em 2019”, elaborado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e pela Direcção-Geral da Saúde (DGS) e divulgado por ocasião do Dia Mundial de Luta Contra a Sida, que se assinalou a 1 de Dezembro.
De acordo com o mesmo relatório, Vila Franca de Xira e Chamusca integram a lista dos 20 municípios com as taxas médias de novos diagnósticos de infecção por VIH (entre 2014 e 2018) mais elevadas por 100 mil habitantes. Vila Franca de Xira regista 134 novos casos, que correspondem a uma taxa de 19 casos por 100 mil habitantes e Chamusca apresenta oito novos casos, que se traduzem numa taxa de 16,8 casos por 100 mil habitantes. Dois municípios claramente acima da taxa média de diagnósticos de infecção por VIH no país que foi de 12,5 casos por 100 mil habitantes nesse período 2014-2018. A lista é encabeçada por Lisboa, com 854 casos registados nos últimos cinco anos, correspondentes a uma taxa de 33,7 casos por 100 mil habitantes.
Desde 1983, data em que se efectuaram os primeiros registos em Portugal, o distrito de Santarém contabiliza 1.403 casos de infecção por VIH, o que representa 2,3% do total nacional. Nesta contabilidade (1983-2018) Lisboa é o distrito com maior número de infectados, atingindo os 25.327, correspondentes a 42,3% do total nacional.
O Hospital Distrital de Santarém (HDS) acompanha cerca de 900 doentes com VIH/SIDA. Em Julho deste ano a unidade hospitalar anunciou que foi uma das que contribui para o destaque de Portugal entre os países europeus com melhor desempenho no cumprimento das metas da Organização das Nações Unidas (ONU) estabelecidas até 2020 no combate a esta doença. As metas delineadas pela ONU consistiam em diagnosticar 90% das pessoas infectadas por VIH e dessas colocar 90% a fazer tratamento para que 90% atingisse carga viral indetectável.

Maioria dos novos casos ocorre por transmissão heterossexual
A nível nacional, o número de novos casos de infecção por VIH diminuiu 46% e o de novos casos de SIDA 67%, entre 2008 e 2017. Em Portugal estão notificados 59.913 casos dos quais 22.551 atingiram estádio SIDA.
Até 30 de Junho de 2019 foram notificados a nível nacional 973 novos casos de infecção por VIH com diagnóstico durante o ano 2018, o que corresponde a uma taxa de 9,5 novos casos por 100 mil habitantes, adiantam os dados do relatório conjunto da DGS e do INSA.
No mesmo período foram ainda diagnosticados 227 novos casos de SIDA (2,2 casos por 100 mil habitantes), nos quais a pneumonia por ‘Pneumocystis jirovecii’ foi a doença definidora de SIDA mais frequente.
A maioria dos novos casos ocorreu por transmissão heterossexual, no entanto, os casos em homens que têm relações sexuais com homens corresponderam a 49,2% dos novos diagnósticos em homens, salienta o estudo.
Portugal tem vindo a registar uma diminuição na mortalidade, passando de 326 mortes por SIDA registadas em 2009, para 142 em 2018.
Apesar de estes indicadores revelarem que Portugal tem conseguido chegar aos grupos mais vulneráveis, a percentagem de diagnósticos tardios ainda é superior à da União Europeia, adverte o documento, defendendo que importa melhorar as estratégias de rastreio, entre elas a manutenção das respostas comunitárias, o alargamento dos testes rápidos nas farmácias e a criação de alertas para rastreio de pessoas com condições de infecção nos centros de saúde.
O Dia Mundial de Luta Contra a SIDA assinalou-se este ano com o lema “Comunidades fazem a diferença”.

A diferença entre VIH e SIDA

VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) e SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) são por vezes confundidos. Na verdade são dois diagnósticos diferentes. O VIH é um vírus e a SIDA é a condição que pode decorrer da infecção por esse vírus. Assim, pode ter-se uma infecção por VIH sem contrair SIDA, sendo muitas as pessoas com infecção por VIH que vivem durante anos sem desenvolver SIDA. A SIDA desenvolve-se quando o VIH provoca danos consideráveis no sistema imunológico.

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