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Trabalhadores da Impormol continuam à espera de indemnizações
Em Maio de 2016 os trabalhadores da Impormol manifestaram-se junto à Câmara do Cartaxo

Trabalhadores da Impormol continuam à espera de indemnizações

Fábrica, instalada em Azambuja, foi fechada há quatro anos mas os trabalhadores que operavam na unidade ainda não receberam todos os valores que lhes são devidos.

Edição de 04.02.2020 | Economia

Os 180 trabalhadores da fábrica Frauenthal Automotive, conhecida como Impormol, que laborava no concelho de Azambuja continuam à espera de receber metade do valor das indemnizações. Quatro anos depois do fecho da empresa de molas para o sector automóvel, o processo está guardado na gaveta do tribunal, diz o administrador de insolvência Ademar Rodrigues Leite.
Segundo Ademar Rodrigues Leite, “há dinheiro para pagar aos trabalhadores”, mas para isso é preciso que “o juiz dê ordem” para que o montante em falta seja libertado. O administrador de insolvência explica que nestes casos é dada prioridade aos créditos de salários em atraso e indemnizações aos trabalhadores e só no final é efectuado o pagamento ao tribunal e administrador de insolvência. “Também ainda estou à espera. Vou ser o último a receber”, frisou.
Do lado dos trabalhadores a esperança de receber o que lhes é devido ainda se mantém, mas tem vindo a esmorecer com o passar dos anos. “Há muito que deixámos de ter qualquer tipo de informação. No último contacto que tive com o responsável pela comissão de trabalhadores, disse-me que não sabia de nada”, refere Horácio Abreu. O ex-funcionário, que esteve na empresa 28 anos, até ao seu encerramento, recebeu em Junho de 2017, tal como os restantes ex-trabalhadores, metade do valor indemnizatório a que tinha direito.
O processo de insolvência da empresa, que laborou durante 40 anos, avançou em Abril de 2016, com a produção a parar de imediato e deixando 180 trabalhadores no desemprego. Em Janeiro do mesmo ano, 51 por cento das acções tinham sido adquiridas pela Heavy Metal Invest, com sede no Liechtenstein, que comprou as restantes (49%) em Março.
Segundo Ademar Rodrigues Leite, o imóvel onde funcionou a unidade fabril foi vendido em Janeiro de 2018 e rendeu o suficiente para avançar com o pedido de rateio parcial aos trabalhadores. “Prestei de imediato contas ao tribunal. Agora não há mais nada para vender”, refere, acrescentando que cabe aos trabalhadores dirigirem-se ao tribunal e questionar o porquê de tanta demora no pagamento do restante valor indeminizatório.

Instalações vandalizadas
As instalações da antiga Impormol estão há dois anos ao abandono e têm sido alvo constante de vandalismo e pilhagem. Para os antigos trabalhadores o cenário é desolador. As janelas do edifício não têm caixilhos, faltam portas e há vidros partidos por toda a parte. Tudo foi levado, ou quase tudo. Restam ainda algumas máquinas, estantes e velhos dossiês. Chegou a ser contratado um segurança para guardar as instalações, entretanto dispensado.
Contactada por O MIRANTE a GNR, afirma que “não existem registos de ocorrências no local”.

Trabalhadores da Impormol continuam à espera de indemnizações

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