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Jovens estudantes querem ajudar a mudar o mundo

Na edição de 23 de Janeiro de O MIRANTE, com o título “Jovens estudantes querem ajudar a mudar o mundo”, são publicadas três visões não coincidentes, que reflectem a grande vantagem da juventude, não se preocupar com o politicamente correcto. É essa irreverência que perdemos com a idade, não por esquecimento, mas por conforto.
Quando a Mariana, que “naturalmente” gosta de viajar, está assim a dar o primeiro passo para o seu futuro, e quanto ao “não trabalhar fora”, é uma opinião. Quantas vezes trabalhar fora é contribuir para que o país dê um passo em frente. Nós temos massa cinzenta, mas fazer a diferença aqui é pouco, temos de sair à procura de outras visões para os mesmos problemas, decidir vias alternativas, perceber onde nos encontramos mesmo que só para aferir que estamos à frente.
A ciência é isso, uma atitude constante de olhar para além do quotidiano. Se viajar é também um sonho da Matilde, que tem do mundo uma ideia holística, mas para quem os átomos não passam da tabela periódica, direito, mais concretamente direito internacional, abre boas oportunidades, principalmente a trabalhar numa empresa multinacional. Não há contrato que não tenha o parecer de um especialista na matéria, mas não esqueças, paralelamente é preciso dominar a linguagem internacional.
A Lara, uma visitante que gosta do Ribatejo (quem não gosta), mas não gosta das grandes cidades, acabará por descobrir que as grandes são principalmente alimentadas por quem vai das pequenas.
Quanto ao seu olhar sobre a desertificação, parece um pouco à revelia do querer rumar a Paris, aí só vai encontrar as razões inversas, mas, quem sabe, por vezes aprendemos olhando para o lado oposto.
Às três, desejo o maior sucesso nas vossas vidas, mas sem antes vos deixar este oportuno recorte do jornal Público de hoje, 23 de Janeiro, sobre os 100 segundos para o apocalipse.
“Num tom inegavelmente irritado, o presidente executivo do Bulletin reconheceu que para algumas pessoas o anúncio sobre estarmos a 100 segundos do fim “não parece sério”. “O momento é sério. Digam-me então como podemos acordar os que continuam a sua vida sem estarem preocupados”, pediu. Num derradeiro esforço para ser optimista Jerry Brown lembrou que “o mundo ainda não acabou”. O futuro está nas mãos da Humanidade, temos de fazer mais e sobretudo fazer diferente e, para isso, temos de acordar as pessoas, insistiu, atirando para toda a gente que o queira ouvir: “E quem tem de acordar és tu!” Por fim, confessou que sabe bem do que está a falar quando fala sobre os poderosos políticos, com quem conviveu ao longo da sua carreira, para concluir que eles são “ignorantes, cegos ou surdos” a estas mensagens.”
Rui Figueiredo Jacinto
(ex-gestor internacional)

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