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Edifício da Segurança Social em Santarém continua fechado devido aos maus cheiros
Edifício da Segurança Social de Santarém encerrou em Setembro do ano passado

Edifício da Segurança Social em Santarém continua fechado devido aos maus cheiros

Os serviços da Segurança Social em Santarém foram deslocalizados devido a um cheiro estranho e o edifício continua encerrado. Em 2018 o Centro Escolar de Santa Margarida da Coutada, em Constância, também esteve encerrado durante cinco meses, por causa do cheiro a ovos podres.

Edição de 04.02.2020 | Sociedade


Dentro de mês e meio devem reabrir as instalações da Segurança Social de Santarém. O director distrital da Segurança Social, Renato Bento, afirma que os resultados do relatório da avaliação técnica encomendada a uma empresa externa foram “satisfatórios” e que não há nenhuma situação que implique maiores cuidados do que aqueles que estão a ser acautelados pela instituição, como o reforço do equipamento de extracção e renovação do ar.
De acordo com o director distrital da Segurança Social está também a ser alterado o piso da zona administrativa, que anteriormente era de alcatifa, e haverá ainda um reforço na área de realização de juntas médicas, com a criação de dois novos gabinetes.
Recorde-se que o serviço de atendimento da Segurança Social, situado na Avenida Forcados Amadores de Santarém, está encerrado ao público desde Setembro do ano passado, devido a acumulação de gases no edifício. Desde então o atendimento geral está a ser feito provisoriamente na Loja do Cidadão, na Rua Pedro de Santarém, e o atendimento referente às juntas médicas decorre no edifício do Instituto Português do Desporto e da Juventude, junto ao edifício da Segurança Social.
No concelho de Constância o mau cheiro intenso que se sentia nas salas de aula obrigou ao encerramento, em Abril de 2018, do Centro Escolar de Santa Margarida da Coutada. A escola do pré-escolar e 1º ciclo só voltou a abrir em Setembro do mesmo ano já num novo ano lectivo.
A Câmara de Constância optou pelo encerramento depois dos maus cheiros de origem desconhecida se intensificarem. Os alunos foram transferidos para o Centro Escolar de Constância, tendo sido feitos estudos à qualidade do ar e algumas intervenções no estabelecimento escolar. Em Setembro de 2018 a escola voltou a abrir portas apesar de o Delegado de Saúde do Médio Tejo não o recomendar.
Contactada por O MIRANTE, Olga Antunes, directora do Agrupamento de Escolas de Constância, refere que, desde então, a qualidade do ar é monitorizada diariamente e enumera as obras levadas a cargo pela autarquia para resolver o problema. Houve alterações nas caixas de esgoto, foi colocado um sistema de extracção de cheiros no próprio sistema de esgotos e foram também levantadas as chaminés da cozinha uma vez que as refeições escolares são ali confeccionadas.
Na altura foi pedido um relatório da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para saber qual o foco dos maus cheiros, mas os resultados foram inconclusivos. Agora, e apesar de garantir que não se repetiram os episódios de maus cheiros, a directora do agrupamento refere que voltou a ser pedida uma inspecção ao edifício para verificação mais pormenorizada da qualidade do ar, não tendo ainda sido conhecidos os resultados.

Edifício da Segurança Social em Santarém continua fechado devido aos maus cheiros

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