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Mais Santarém critica venda da “casa do relojoeiro” aprovada por unanimidade
Edifício contíguo à Torre das Cabaças passou para as mãos de privados

Mais Santarém critica venda da “casa do relojoeiro” aprovada por unanimidade

Presidente do município refuta acusações do movimento cívico e diz que o projecto museológico previsto para aquele imóvel degradado foi chumbado pela Direcção-Geral do Património.

Edição de 04.02.2020 | Sociedade


A venda pela Câmara de Santarém da chamada “casa do relojoeiro”, junto à Torre das Cabaças, para onde esteve prevista a segunda fase do Museu do Tempo, foi alvo de críticas por parte do movimento Mais Santarém, apesar de ter sido aprovada por unanimidade na assembleia municipal, onde o mesmo movimento tem dois eleitos integrados na bancada do PS.
O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), disse ter ficado “surpreendido” com as acusações proferidas pelo Mais Santarém, sublinhando que a venda do edifício, em hasta pública, foi aprovada por unanimidade tanto no executivo como na assembleia municipal, onde aquele movimento integra a bancada do Partido Socialista. E lembra que o projecto para aquele imóvel foi chumbado pela Direcção-Geral do Património.
No comunicado intitulado “triste futuro para o Museu do Tempo”, o Mais Santarém afirma que a venda do pequeno edifício em ruínas, “a troco de uns parcos 52 mil euros”, hipotecou “em definitivo” a hipótese de construção da segunda fase do museu.
O imóvel, contíguo à Torre das Cabaças, onde, no final da década de 1990, foi instalado o Museu do Tempo, foi adquirido há 20 anos pelo município na perspectiva de vir a ser concretizada a segunda fase do museu, mas Ricardo Gonçalves disse que, por duas vezes, o projecto foi chumbado pelo então IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico), actual Direcção-Geral do Património.
Segundo disse, o município ainda ponderou instalar ali um posto de turismo, ideia que foi abandonada com a inclusão desta valência no projecto de recuperação do mercado municipal. Para Ricardo Gonçalves não faz sentido o município ser proprietário de edifícios em ruínas quando agrava o IMI para os privados que não recuperam imóveis degradados, salientando que está em curso um processo de reabilitação do centro histórico sem precedentes, no qual se insere o edifício em causa.

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