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Programa de habitação jovem em Vila Franca de Xira tarda em sair do papel

Programa de habitação jovem em Vila Franca de Xira tarda em sair do papel

Há dez anos que o município diz estar a preparar um programa para cativar jovens a irem morar para o centro histórico da cidade. Presidente da câmara espera fechar o processo ainda neste mandato.

Edição de 04.02.2020 | Sociedade


Em 2020 passam dez anos desde a última vez que O MIRANTE deu eco da pretensão dos autarcas de Vila Franca de Xira em criarem na cidade um programa de arrendamento jovem a custos controlados. Uma medida que pretendia atrair mais casais jovens para o centro de uma cidade cada vez mais envelhecida e com prédios devolutos e alguns, municipais, completamente abandonados.
A verdade é que uma década depois o processo tarda em sair do papel, precisamente numa altura em que a procura por habitação no concelho está em alta, gerando com isso uma subida inflacionada dos preços das rendas praticadas. Contactado pelo O MIRANTE, o presidente do município, Alberto Mesquita, garante que o processo não está esquecido e até admite ter as primeiras casas prontas a habitar até ao final deste mandato, no Outono de 2021.
“Para dinamizarmos as nossas vilas e cidades temos de captar jovens. Os jovens hoje em dia têm dificuldade em constituir família e pagar as rendas que se praticam no mercado. Temos de ser nós a regular esses preços de alguma forma. Temos alguns lotes que podemos colocar à disposição de famílias jovens, com critérios bem estabelecidos, e é nisso que estamos a trabalhar”, explica.
Um dos locais que o município tem em mente para avançar com a habitação jovem a custos controlados passa por reabilitar as antigas instalações do posto de turismo e dos serviços sociais, dois edifícios situados na Avenida Pedro Victor e na Rua Almirante Cândido dos Reis. Os projectos estão finalizados mas o processo tem estado emperrado na Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), que tem de dar um parecer sobre as obras estudadas para o local.
Dada a presença na zona do pelourinho do largo da câmara, que é monumento nacional, todas as obras previstas num raio de 50 metros precisam de um parecer prévio da DGPC. Logo que o município esteja na posse desse documento as obras avançam, garante o autarca. Até porque o financiamento para os trabalhos advém de uma candidatura apresentada ao Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas – IFRRU 2020.
A medida é há muito esperada já que o preço das rendas para habitação na cidade é bastante elevadO, havendo apartamentos com tipologia T1 (um quarto, sala, cozinha e casa de banho) a rondar os 500 euros.
O antigo posto de turismo, com 153 metros quadrados de área total (125 metros quadrados de área coberta e 28 metros quadrados de área descoberta), deverá ser reaproveitado, no seu piso térreo, para comércio, sendo os pisos 1 e 2 vocacionados para espaços habitacionais, nomeadamente para tipologias T1 e T2. Para o antigo edifício dos serviços sociais municipais a câmara prevê a criação de um T0 em cada um dos três pisos (rés-do-chão, primeiro andar e sótão) do edifício.

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