Sociedade | 13-12-2022 10:00

Presidente da República impressionado com o rasto que o fogo deixou em Ourém

Luís e Jorge Marques perderam tudo o que tinham quando a casa onde moravam com o pai ardeu nos incêndios que atingiram Ourém em Julho
Na Aldeia de Santa Teresa, em Ourém, um dos concelhos mais fustigados pelos incêndios deste Verão, dois irmãos viram a casa onde moravam com o pai, já idoso, ser arrasada pelo fogo

Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de visitar esta segunda-feira, 12 de Dezembro, uma casa de primeira habitação que ficou totalmente destruída pelos incêndios deste Verão, na Aldeia de Santa Teresa.

O Presidente da República mostrou-se impressionado com o traço que o fogo deixou e que continua visível cerca de seis meses depois no concelho de Ourém, após uma visita a uma casa que ficou destruída pelas chamas. Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de visitar esta segunda-feira, 12 de Dezembro, uma casa de primeira habitação, que ficou totalmente destruída pelos incêndios deste Verão, na Aldeia de Santa Teresa, na freguesia de Freixianda, no concelho de Ourém.

“O impressionante é que passados muitos meses é claro o traço do fogo e o que destruiu à volta. Ainda está a ser recolhida madeira daquilo que começou a arder e ardeu há quase seis meses”, adiantou o Presidente da República, após ter entrado numa casa cujo cenário era de paredes pretas queimadas pelas chamas e toda uma vida de bens destruída. Naquela habitação, Joaquim Marques, com 80 anos, vivia com dois filhos, que foram obrigados a procurar uma nova casa, enquanto o pai foi encaminhado para a um lar.

Marcelo Rebelo de Sousa prometeu à família regressar quando a habitação estiver recuperada. “Mas tem de ser rápido. Daqui a um ano. O processo já avançou, já há aprovação. O presidente [câmara] fez o que pôde e o que não pôde”, salientou. Dirigindo-se a Joaquim Marques, o chefe de Estado disse: “agora é virar a página e recomeçar a vida. Sei que custa muito e com esta idade [80 anos] ainda custa mais. Com 47 anos [idade de um dos filhos] recomeçar a vida é uma coisa, recomeçar aos 80 é outra coisa. Não pode ir abaixo”, confortou Marcelo Rebelo de Sousa.

O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, explicou que irá à próxima reunião de executivo um protocolo já aprovado pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, com um financiamento de cerca de 145 mil euros para avançar com a recuperação da habitação. “Foi o que foi possível rapidamente, através de um programa chamado Porta de Entrada, onde conseguimos enquadrar esta situação e estamos satisfeitos. Se não fosse assim, seria o município a assumir, porque já tínhamos assumido que iríamos fazer a recuperação da casa”, adiantou o autarca eleito pela coligação Ourém Sempre PSD/CDS-PP. Luís Albuquerque acrescentou que espera iniciar a recuperação da casa no início do primeiro trimestre de 2023.

O Presidente da República sublinhou ainda que cumpriu a promessa de passar nesta habitação antes do final do ano. “Recomecei pelo começo. Foi aqui que começou. Irei depois percorrer outras áreas [ardidas] que foram mais tardias, mas nos próximos dias lá irei”, revelou, referindo-se a Pombal, no distrito de Leiria, à Serra da Estrela e norte transmontano. “Não posso ir a todos os lugares, mas irei simbolicamente a alguns dos que foram atingidos”, disse. Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, a sua presença nestes locais, “vai permitir, além do mais noutras áreas maiores, ouvir o Governo, o que está a ser feito e como se está a prevenir”.

Marcelo Rebelo de Sousa terminou a passagem por Ourém com a visita ao castelo, onde está patente uma exposição “40 anos do processo-crime do atentado de 12 de Maio de 1982 contra o Papa João Paulo II”, alusiva ao mediático processo judicial e à tentativa de atentado contra o Papa João Paulo II, em Fátima, em Maio de 1982.

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