Sociedade | 27-12-2022 20:41

Suspeito de abuso sexual de menor deficiente em Abrantes com pulseira electrónica

Suspeito de abuso sexual de menor deficiente em Abrantes com pulseira electrónica

Os crimes terão sido cometidos por um voluntário de um centro de acolhimento contra um jovem do sexo masculino, actualmente com 17 anos, portador de deficiências profundas.

O homem de 53 anos, detido em Abrantes por abuso sexual de pessoa incapaz de resistência, vai aguardar o desenrolar do inquérito na sua casa com vigilância eletrónica, disse fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Presente a um juiz de instrução criminal esta terça-feira, 27 de Dezembro, “foi determinada como medida de coação a obrigação de permanência na habitação com vigilância electrónica”, disse à agência Lusa a fonte da PJ, tendo adiantado que, “até existirem condições para a colocação de vigilância electrónica, o suspeito vai para a prisão”.

Em causa está um alegado crime que terá sido cometido num centro de acolhimento de jovens na zona de Abrantes. Segundo adiantou a fonte da PJ, o arguido é funcionário público e a vítima, do sexo masculino, tem agora 17 anos. Em comunicado divulgado na segunda-feira, a PJ anunciou a detenção de um homem “fortemente indiciado pelo crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência”.

Hoje de manhã, à Lusa, o director do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Leiria da PJ, Avelino Lima, indicou que o suspeito se encontrava a ser ouvido em primeiro interrogatório judicial. De acordo com o responsável, os crimes foram cometidos contra um jovem do sexo masculino, portador de deficiências profundas.

No comunicado, a PJ referiu que os factos ocorreram desde o final de 2019 até ao Verão de 2022. A denúncia do crime partiu dos responsáveis do referido centro de acolhimento, no seguimento de processo disciplinar interno, “cujas conclusões e suspeitas foram comunicadas à PJ, que procedeu a diligências subsequentes, identificando o autor e recolhendo prova que o indiciava fortemente da autoria dos factos denunciados”.

De acordo com a PJ, o suspeito, que desempenhou funções no centro de acolhimento, em regime de voluntariado, “tinha acesso aos menores, bem como às zonas privadas como quartos e casas de banho da instituição, tirando partido dessa situação para perpetrar os factos em investigação”.

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