Sociedade | 15-06-2023 17:13

Presidente da Junta de Mouriscas foi suspenso de funções

Presidente da Junta de Mouriscas foi suspenso de funções

Pedro Matos foi suspenso do exercício de funções públicas e está proibido de contactar com eleitos e funcionários da junta de freguesia. É suspeito de crimes de peculato e peculato de uso porque terá usado meios e bens da autarquia em seu proveito.

O presidente da Junta de Freguesia de Mouriscas, Pedro Matos, foi esta quinta-feira, 15 de Junho, suspenso de funções e proibido de ir a instalações da junta, de contactar eleitos e funcionários e de ter acesso ou movimentar contas bancárias daquela autarquia. As medidas de coacção foram decretadas pela juíza de instrução criminal (JIC) do Tribunal Judicial de Santarém, depois de o autarca, suspeito da prática do crime de peculato e de peculato de uso, ter sido ouvido em primeiro interrogatório judicial, na sequência da detenção feita pela Polícia Judiciária (PJ) de Leiria.

Pedro Matos começou a ser ouvido na quarta-feira à tarde, em primeiro interrogatório judicial, o qual foi retomado na manhã de hoje, tendo terminado perto das 16h00. Fonte judicial disse à Lusa que embora o Ministério Público tenha promovido o pagamento de caução, esta não foi aplicada pela JIC.

O autarca socialista de 49 anos foi detido pela PJ que referiu em comunicado que está "fortemente indiciado pela prática do crime de peculato e peculato de uso". Segundo a PJ, a detenção ocorreu depois de terem sido realizadas "seis buscas na zona de Abrantes", nomeadamente em Mouriscas, "tendo sido apreendidos diversos objectos e consistentes elementos de prova sobre os factos objecto da investigação".

Suspeita-se que o arguido tenha “utilizado abusivamente meios e funcionários da autarquia em seu proveito ou de terceiros, bem como também se apropriou de diversos bens, pertença da mesma autarquia", lia-se no comunicado da PJ.

No mesmo dia, em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, afirmou estar surpreendido, nomeadamente "pela forma e pelo conteúdo do que pode estar aqui em causa". Em declarações a O MIRANTE, o presidente da concelhia do PS de Abrantes Bruno Tomás disse estar expectante a acompanhar o processo. “À política o que é da política e à justiça o que é da justiça”, referiu líder concelhio que também é presidente da União das Freguesias de Abrantes e Alferrarede.

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