João Moura, Secretário de Estado da Agricultura, não escapa às desconfianças sobre a nova lei dos solos
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João Moura, para além de Secretário de Estado, é presidente da Assembleia Municipal de Ourém, um órgão deliberativo que tem poderes de decisão no caso da nova lei dos solos.
O Secretário de Estado da Agricultura, João Moura, não escapa à polémica lei dos solos já que é um empresário conhecido na área de projectos de engenharia civil e transações de bens imobiliários. João Moura é sócio em conjunto com a sua mulher de uma empresa denominada Metro Quadrado, entre outras, que tem realizado várias obras no concelho onde João Moura é ainda presidente da Assembleia Municipal. Se há desconfianças de que esta lei vem beneficiar os políticos que governam o país, João Moura pode ser duplamente apontado, uma vez que como presidente da Assembleia Municipal de Ourém pode decidir como governante e como empresário.
Há muito tempo que João Moura é conhecido entre os seus pares como um homem de negócios, mais do que como político, embora a sua liderança no PSD tenha sido conquistada sem espinhas e sem qualquer escrutínio enquanto durou a liderança. João Moura acabou de passar o testemunho a Ricardo Oliveira mas, pelo andar da carruagem, João Moura continua a exercer as suas influências de muitos anos.
Em relação à nova lei dos solos, se há políticos que podem beneficiar são os que sendo proprietários de empresas ligados ao negócio do imobiliário, são igualmente autarcas com poder de decisão ou de influenciar como é o caso de João Moura, que é presidente da Assembleia Municipal de Ourém, órgão que desempenha um importante papel de fiscalização do executivo municipal, podendo votar moções de censura, acompanhar e fiscalizar a actividade da câmara municipal e das empresas municipais.
Numa entrevista a O MIRANTE em 2019, João Moura admitiu que tinha uma empresa de engenharia, uma sociedade familiar que tem dez técnicos, entre engenheiros, arquitectos e financeiros, reconheceu ainda na altura que parte da sua vida era ocupada por actividades não remuneradas por ter uma vida montada, admitindo ainda que na empresa de que é sócio as funções de gerência eram dominadas pela mulher que considerou “o braço direito, o braço esquerdo e é a alma da empresa”.