Sociedade | 01-02-2026 11:41

Derrocada da Ponte da Escusa reacende críticas do PCP à Câmara de Coruche

Derrocada da Ponte da Escusa reacende críticas do PCP à Câmara de Coruche
A Ponte da Escusa e o caudal do Rio Sorraia no dia 7 de Janeiro deste ano

A queda da Ponte da Escusa, após nova cheia do rio Sorraia, veio relançar o debate político em torno de uma infraestrutura considerada vital para a freguesia do Couço, com o PCP a acusar o município de inacção prolongada e incumprimento de compromissos assumidos há mais de dois anos.

A Comissão de Freguesia do Couço do PCP denunciou o que classifica como “irresponsabilidade e negligência” dos executivos municipais do Partido Socialista em Coruche, na sequência da derrocada completa da Ponte da Escusa, ocorrida a 29 de Janeiro, após as cheias do rio Sorraia.
Em nota de imprensa, os comunistas recordam que a construção de uma nova travessia foi anunciada em 2023, depois de um primeiro incidente grave registado em Dezembro de 2022, mas sublinham que, dois anos depois, a obra continua por concretizar, apesar das sucessivas garantias públicas.
Segundo o PCP, foi na noite de 13 de Dezembro de 2022, após forte precipitação, que o Sorraia transbordou e arrastou grandes quantidades de jacintos-de-água, provocando o deslizamento dos tabuleiros da ponte. Na altura, o Município de Coruche comprometeu-se a avançar com a construção de uma nova infraestrutura, após a divulgação de um parecer técnico, compromisso que, acusam, nunca saiu do papel.
A Comissão de Freguesia do Couço considera a Ponte da Escusa uma infraestrutura “absolutamente essencial” para a mobilidade, segurança e desenvolvimento económico e social da freguesia e do concelho, alertando para os prejuízos acumulados pela população devido à degradação prolongada da travessia.
Entre os impactos apontados estão dificuldades no acesso a serviços essenciais, constrangimentos no transporte de mercadorias e uma degradação significativa da qualidade de vida dos residentes, agravada pelo uso de uma alternativa rodoviária sem manutenção adequada, que tem causado avarias frequentes e custos acrescidos aos utilizadores.
Apesar das garantias públicas prestadas pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela autarquia, o PCP sustenta que não houve qualquer avanço concreto no processo, acusando o município de deixar a população “sem respostas, sem obra e sem a travessia que lhe foi retirada” desde 2022.
A Comissão de Freguesia do Couço do PCP exige agora medidas imediatas para desbloquear o processo e iniciar a construção da nova ponte, reclamando igualmente maior transparência, informação regular à população e o fim do que descreve como “promessas vazias” por parte do executivo municipal.

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