Alunos que agrediram colega junto à Secundária do Cartaxo vão ser suspensos preventivamente
Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita decidiu suspender preventivamente oito alunos envolvidos a agressão a um colega enquanto decorre o processo de averiguações. Mãe da vítima teme pela segurança do filho que “ainda dorme com dores”.
O director do Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita do Cartaxo, confirmou a O MIRANTE que os oito – e não apenas cinco- alunos envolvidos na agressão a um colega, perto da escola secundária vão ser suspensos preventivamente, a parir de amanhã, 24 de Abril. O despacho, afirmou Jorge Tavares, já foi assinado e a coordenadora daquele estabelecimento de ensino já informou os encarregados de educação dos alunos da decisão.
Esta, explicou o director, é apenas uma medida preventiva enquanto decorre o processo de averiguações que foi instaurado no próprio dia das agressões e que deverá conhecer o seu desfecho na próxima semana. Jorge Tavares admite a possibilidade de os alunos poderem vir a ser suspensos por mais dias como medida disciplinar que, vincou, não actua isoladamente, mas com acompanhamento por parte da psicóloga da escola.
Apesar de as agressões ao jovem de 14 anos, por parte de oito jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos, não terem ocorrido no interior do estabelecimento de ensino, o director sublinha que a escola não se está a imiscuir das suas responsabilidades e que está a tomar medidas. A pensar no bem-estar e segurança da vítima, acrescentou, a coordenadora tem feito um acompanhamento próximo.
Mãe preocupada com segurança do filho
A mãe do jovem agredido, em declarações ao nosso jornal, mostra-se preocupada com a segurança do seu filho que desde o episódio, ocorrido na segunda-feira, 20 de Abril, “continua a cruzar-se com os alunos que o agrediram, sem que tenham sido implementadas medidas eficazes de protecção”.
“O meu filho encontra-se ainda abalado física e psicologicamente, tendo sido forçado a retomar a rotina escolar num ambiente onde não se sente seguro. Sinto-me profundamente preocupada e desamparada perante a falta de medidas imediatas, tratando-se de um caso que envolve menores e violência grave”, refere. A mãe da vítima fez o caso chegar à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, lamentando ainda não ter tido uma resposta.
Segundo a encarregada de educação, o filho foi alvo de agressões violentas, que incluíram vários pontapés no rosto que o deixaram até hoje com dores no maxilar. “O meu filho ainda dorme com dores. No próprio dia tinha hematomas no rosto”, lamenta. O menor foi observado pelo médico de família e esta quinta-feira, 23 de Abril, foi realizar exames de diagnóstico por causa das dores que sente no maxilar.
As agressões, recorde-se, foram filmadas e postas a circular na Internet, mostrando a violência com que o jovem, em clara desvantagem numérica, foi agredido enquanto estava caído no chão, sem se conseguir defender. Segundo a PSP os jovens envolvidos foram todos identificados. Os que têm mais de 16 anos poderão responder criminalmente pelos actos.


