Camiões da Santos e Vale continuam a não dar descanso a dezenas de moradores de Alenquer
População dos Casais Novos e da Passinha não dorme uma noite sossegada há cinco anos. A câmara não dá respostas ao problema e a população está indignada. Na última semana os moradores saíram à rua durante a noite e bloquearam o trânsito de centenas de camiões que ali passam rumo à unidade logística da Santos e Vale, uma das maiores unidades logísticas do país.
Os problemas causados pelas centenas de camiões que, todos os dias e a todas as horas atravessam as localidades de Casais Novos e Passinha, em Alenquer, rumo ao interposto logístico da Santos e Vale, continuam a gerar queixas e não têm fim à vista.
Cansados e desmotivados por há anos ninguém lhes resolver o problema, os moradores saíram à rua no último fim-de-semana, durante a noite, e bloquearam temporariamente a passagem de dezenas de camiões, tentando sensibilizar os motoristas, a empresa e a comunidade para a necessidade de serem estudadas alternativas.
Após cinco anos de contestação a Câmara de Alenquer foi obrigada a comprar um terreno de 290 mil euros para criar um acesso alternativo à Santos e Vale, mas continua sem haver obra e o actual presidente do município, João Nicolau (PS), não consegue responder quando é que o projecto está feito e os trabalhos em condições de arrancar.
O município, dizem os moradores, não pode desconhecer o problema. Logo em 2020, poucos meses depois da abertura do centro logístico da Santos e Vale, o deputado municipal João Bernardo Galvão Teles levou a assunto a assembleia municipal. O MIRANTE foi o primeiro jornal a realizar uma reportagem no local com os moradores, em 2024, onde estes davam conta do agravar do problema.
* Notícia desenvolvida na edição impressa de O MIRANTE


