IP fecha ponte da Chamusca à hora de ponta e obriga a desvios de dezenas de quilómetros
Encerramento da EN243 entre as 19h00 de sexta-feira e as 04h00 de sábado obriga trabalhadores e famílias a desvios de dezenas de quilómetros. Utilizadores criticam o horário escolhido, a falta de alternativas e a insuficiente divulgação de uma decisão que volta a expor a fragilidade daquela travessia.
Vários utilizadores da ponte da Chamusca não compreendem como é que a Infraestruturas de Portugal (IP) decidiu encerrar a circulação às 19h00 de sexta-feira, 17 de Julho, precisamente num dos períodos de maior movimento da semana. Em declarações a O MIRANTE, vários utilizadores habituais da travessia consideram que o horário agrava os problemas de um troço já fortemente condicionado e penaliza sobretudo quem regressa a casa depois de um dia de trabalho. A circulação será totalmente cortada na EN243, entre a rotunda da Golegã e o entroncamento com a EN118, à saída da Ponte João Joaquim Isidro dos Reis, até às 04h00 de sábado, para trabalhos de conservação e pavimentação. Para muitos utilizadores isso significa fazer o triplo dos quilómetros para chegar a casa, atravessando o Tejo pela ponte de Constância ou, em alguns casos, seguindo até Santarém.
A alternativa de Constância está também longe de resolver o problema, uma vez que tem limitações à circulação de veículos pesados. Quando a ponte da Chamusca encerra, as travessias viáveis para parte do tráfego passam por Abrantes ou Santarém, obrigando a desvios de dezenas de quilómetros.
A contestação não é nova. Em Maio de 2023, outro encerramento nocturno apanhou automobilistas desprevenidos, levando vários condutores a chegar à ponte e a “bater com o nariz nos ferros”. Na altura, a população criticou a falta de aviso dos responsáveis pela obra e da Câmara da Chamusca. Nesse mesmo período, a ponte chegou a estar totalmente encerrada durante a noite para trabalhos de pavimentação, num historial de cortes e condicionamentos que continua a desgastar a paciência de quem depende diariamente da travessia. Os utilizadores reconhecem a necessidade de conservar a estrada e garantir condições de segurança, mas defendem que intervenções desta natureza devem ser planeadas para horários de menor impacto e divulgadas com maior antecedência.


