Três Dimensões | 18-09-2023 07:00

Paula Capela é apaixonada por números e não dispensa a corrida para manter a forma

Paula Capela é apaixonada por números e não dispensa a corrida para manter a forma
TRÊS DIMENSÕES
Paula Capela abriu, em 2005, em conjunto com o marido, a Claralux - Instalações Eléctricas Lda, sediada em Alhandra

Paula Capela, 55 anos, é o rosto por trás do balcão da empresa Claralux - Instalações Eléctricas Lda, situada em Alhandra.

Apaixonada por números a contabilista abriu a loja em 2005 com o marido e tem clientes fiéis. Considera que o comércio na vila merecia mais atenção e incentivos para se evitar o fecho de lojas. Nos tempos livres dedica-se à corrida, casa e família e não tenciona deixar de viver em São João dos Montes.

Sou natural de Lisboa mas fui para França muito cedo com os meus pais, que emigraram. Vivi e cresci numa cidade perto de Paris e estudei Contabilidade e Gestão de Empresas. Vinha a Portugal nas férias e conheci o meu marido. Começámos a namorar à distância mas depois voltei definitivamente para Portugal aos 25 anos. Tenho uma filha com 28 anos que nunca quis aprender francês mas que fala inglês. Com os meus primos ainda vou falando a língua. Comecei a trabalhar no ramo da contabilidade numa empresa em Alverca e depois noutra em Lisboa, até que abri com o meu marido esta loja, a Claralux, em 2005. Queríamos expandir o emprego de electricista do meu marido e tivemos a ideia da loja de material eléctrico.
Adoro ler mas não tenho aptidão para escrever. Sou apaixonada por números. Decoro as matrículas dos automóveis de quem conheço. Não olho para o interior do carro mas sempre para a matrícula. Sempre decorei números de telefone. Só uso a calculadora quando é preciso. Estou atrás do balcão a vender material eléctrico, faço as encomendas e trato da contabilidade e organização da loja. Não é muito exigente. O desafio é começar um trabalho e acabar à hora prevista. Esse é o único stress, mas pequenino, que tenho.
Gosto muito de Alhandra, as pessoas são simpáticas e tratam-me bem. Quando tenho tempo vou correr para o calçadão da vila, mas também faço trail e participo em provas de norte a sul do país. O meu marido começou a correr há quase dez anos e eu fui atrás. Já tenho uma rotina de corrida entre três a quatro dias por semana e também no Inverno, mesmo com chuva. É preciso fazer exercício físico senão qualquer dia não me conseguia levantar da cadeira. Trato da lida da casa no que costumo chamar o meu segundo turno. Quando deito a cabeça na almofada durmo bem, sou uma pessoa calma.
Durante a pandemia de Covid-19 a loja nunca parou porque podíamos estar abertos. Com a guerra na Ucrânia os preços dispararam para o dobro e os clientes queixam-se que os produtos que compravam a dois euros custam agora quatro.
Frequento muito a vila de Alhandra e faço vida aqui. Alverca está a expandir-se mas em Alhandra e Vila Franca de Xira nota-se que o comércio está a morrer e é pena. Fecharam muitas lojas de pessoas que se reformaram mas como há poucos incentivos e o Estado não ajuda as pessoas não abrem novos negócios. As casas estão caras mas mesmo assim ainda temos muita gente a querer viver aqui.
Daqui a dez anos ainda me imagino na loja. Mas na reforma gostava de fazer o que não faço hoje em 24 horas. Gostava de passar mais tempo no norte do país e não ficar em casa e manter a actividade física. Tenho a minha mãe, filha e restante família a viver perto de mim, em São João dos Montes, e por isso não faço intenção de viver noutro lado.

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