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Aulas de música gratuitas ajudam a recrutar elementos para a banda

Aulas de música gratuitas ajudam a recrutar elementos para a banda

Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina comemorou o seu 143.º aniversário

Edição de 21.09.2017 | Sociedade

A Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina, no concelho de Tomar, comemorou no dia 12 de Setembro o seu 143º aniversário. Actualmente, a banda é composta por 40 músicos de todas as faixas etárias mas onde predomina a juventude: “Temos a escola de música que é gratuita. Os nossos músicos que já estão na banda dão aulas de forma gratuita a quem entra. É um ensino gratuito e por isso conseguimos recrutar alguns jovens. Eles têm aulas de música e depois passam para a banda”, explica Filipa Fernandes, presidente da colectividade. “Dentro da banda, funciona muito com as famílias: vem o filho, depois vem a mãe e depois trazem o pai”, conclui.
Situada na Rua Silva Magalhães, na baixa de Tomar, a banda foi fundada a 12 de Setembro de 1874 pelos jovens Sebastião Campeão e José Matias de Araújo e é a mais antiga colectividade da cidade de Tomar.
Para além da música, a Nabantina conta também com danças de salão e um atelier de artes e projectos para o futuro: “Tomámos posse há dois anos e recuperámos esta casa. Recuperámos o salão, o telhado, fizemos um bar que era uma antiga arrecadação. Começamos com um novo projecto que é o teatro. Temos aqui um espaço para isso que não estava aproveitado para tal. Já temos uma peça que vai ser apresentada no Cine-Teatro Paraíso”, revela Filipa Fernandes.

Diamantino Santos é “património” da Nabantina
Tem 89 anos e toca bombardino com o mesmo fulgor que um jovem de 20. Quando entrou para a Nabantina, o mundo ainda assistia aos horrores da II Guerra Mundial. Falamos de Diamantino Santos, o músico mais antigo da banda: “Nasci em 24 de Março 1928, tenho 89 anos. Entrei para cá há 74 anos!”, conta Diamantino Santos.
“Hoje há mais facilidade em aprender música. Actualmente um músico aprende a tocar em quatro, cinco meses. Houve uma melhoria positiva. Aprendem com mais qualidade”. Em 74 anos dedicados a esta instituição, o músico diz que há muitas histórias para contar. “São tantas! Houve uma vez que íamos tocar a Matosinhos e parámos junto a uma fábrica de tecidos, em Estarreja. Nós, músicos, começámos a dançar com as funcionárias da fábrica. O motorista que nos levou até Matosinhos acabou por se casar com uma dessas funcionárias”, conta Diamantino Santos com um sorriso nos lábios.

Aulas de música gratuitas ajudam a recrutar elementos para a banda

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