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Não tenho opinião sobre a eutanásia mas sei que gostava de morrer em casa

Edição de 28.12.2017 | O MIRANTE dos Leitores

Há anos que a discussão sobre a eutanásia vai e volta. É um assunto sério que vale mais a pena discutir do que aqueloutro do cartão do cidadão ou da “cidadona”, por exemplo, que só me faz rir da agremiação que lançou o tema já lá vão uns meses largos. Mas se tenho opinião e reacção sobre o assunto do cartão e da “cartã” ou “cartona”, não posso dizer o mesmo sobre a eutanásia.
O que mais me chama a atenção nos tempos que correm é o facto de grande parte das notícias sobre falecimentos de pessoas idosas ou doentes há muito tempo, mencionarem que tal aconteceu no hospital. Quando eu era criança e adolescente as pessoas morriam em casa, salvo nos casos de acidentes, por exemplo. Agora morre-se no hospital e para doentes que ainda estejam conscientes deve ser uma última violência morrer longe da sua casa num ambiente estranho e entre gente estranha.
Eu se pudesse escolher gostava de morrer em casa. Na minha casa, entre as minhas coisas e junto das pessoas que me amam. Não é nada contra médicos ou enfermeiras mas acho que eles estão melhor preparados para tratar do que para amortalhar.
Gonçalo Neto

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