
Nem as vinhas da Companhia das Lezírias escaparam ao míldio
Federação dos Agricultores de Santarém diz que 70 por cento da produção está perdida
As Previsões Agrícolas divulgadas a semana passada pelo INE apontam para uma quebra de produtividade na ordem dos 25 por cento em relação à vinha, devido aos “intensos ataques de míldio, ocorridos ao longo do ciclo vegetativo. No Distrito de Santarém a quebra pode ser muito superior à média nacional. Pelo menos é essa a percepção da Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém, Com base nos dados já recolhidos junto dos produtores, o presidente daquela estrutura associativa, Amândio de Freitas fala em mais de 70 por cento.Segundo o relatório do INE, “a intensidade dos prejuízos dependeu, entre outros factores, da susceptibilidade das castas à doença e da oportunidade e eficácia dos tratamentos fitossanitários realizados, sendo que em muitos casos a produção ficou irremediavelmente perdida”. As previsões apontam para uma redução de 25 por cento no rendimento unitário nas vinhas para vinho e de 10 por cento nas vinhas para uva de mesa. Ainda segundo o relatório, o desenvolvimento de doenças foi motivada pelas condições climatéricas observadas ao longo do ciclo de desenvolvimento da vinha, em especial durante os meses de Abril e Maio, com a conjugação de temperaturas, precipitação e humidades relativas elevadas a revelarem-se altamente favoráveis ao desenvolvimento de doenças criptogâmicas, sobretudo do míldio, que se instalou em muitas vinhas numa fase em que esta cultura é particularmente sensível a estes ataques”. Amândio de Freitas diz que a concretizarem-se as indicações já conhecidas o prejuízo na região ultrapassará os 40 milhões de euros e insiste na aprovação pelo governo de medidas de apoio. “O Ministério da Agricultura anda no terreno a fazer o levantamento oficial. “Não escapou ninguém. Nem mesmo as grandes casas agrícolas como a Casa Cadaval, ou a Casa Paciência. A própria Companhia das Lezírias já entregou o relatório do que pensa virem a ser os seus prejuízos. A situação é muito séria”, disse a O MIRANTE. Após feito o levantamento a palavra final caberá à ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas.

Mais Notícias
A carregar...