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Separar lixo para reciclagem com poucos adeptos em Almeirim

O vice-presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Pedro Ribeiro (PS), um entusiasta da reciclagem, da utilização da bicicleta para circular na cidade e do jogo da Petanca, tem muito trabalho à sua frente se quiser que os seus concidadãos adiram às suas ideias. Dos entrevistados por O MIRANTE apenas um separa os lixos para reciclagem. Os restantes atiram tudo junto para dentro do contentor que estiver mais perto. Quase todos têm bicicleta mas a maior parte não lhe dá uso ou se dá é só para a prática de desporto e não para transporte. A Petanca é conhecida por alguns mas são raros os que têm paciência para jogar.

Cláudio Pereira, 36 anos, Empresário, Fazendas de Almeirim“Não separo lixo doméstico porque ilhas ecológicas estão muito longe de casa”Cláudio Pereira aprendeu a andar de bicicleta da pior maneira. Aos seis anos um colega de escola empurrou-o por uma ladeira abaixo quando o empresário estava em cima da sua pequena bicicleta e, surpreendentemente, Cláudio conseguiu equilibrar-se. “Caí mas poderia ter sido pior se não me tenho equilibrado na bicicleta”, recorda. Actualmente tem uma bicicleta em casa que, diz, está muito estimada e com poucos quilómetros devido à falta de tempo para andar nela.Já ouviu falar no jogo da Petanca mas nunca jogou. Diz ser um desporto ideal para a terceira idade e quando lá chegar talvez tente aprender as regras. Não tem muito o hábito de separar o lixo embora o cartão que acumula na empresa seja colocado na ilha ecológica. “Em casa não tenho hipóteses porque os contentores de separação de lixo mais próximos estão a mais de dois quilómetros. Teria de colocar o lixo no carro o que não dá muito jeito”, explica.O empresário gosta de ir às festas do Pão, Vinho e Companhia ver as novidades mas o trabalho nem sempre lhe permite deslocar-se ao recinto na zona norte da cidade. Se tiver um tempinho livre vai tentar ir com a família.Joana Pereira, 22 anos, Cabeleireira, Almeirim“Não separo lixo para reciclagem por preguiça”Joana Pereira sabe andar de bicicleta mas não é muito adepta do desporto de duas rodas. Aprendeu aos oito anos com o padrinho a ajudar mas a queda que deu foi “fatal” para não gostar do desporto. Raramente anda de bicicleta. A filha, de quatro anos, já pedala e Joana Pereira acompanha-a, mas a pé. “Não gostei muito da experiência e é algo que não gosto muito de fazer. Tenho bicicleta em casa mas raramente a utilizo”, explica.Apesar de ter pontos de reciclagem perto de casa a cabeleireira confessa que não tem o hábito de separar o lixo. Tem noção que deveria fazê-lo mas não faz. Admite que é preguiça. “Mas ainda vou a tempo de começar a reciclar”, considera. A Petanca é um jogo familiar para Joana Pereira que já jogou na praia com bolas de plástico. As festas de Almeirim, quer as da cidade, em Junho, quer as do Pão, Vinho e Companhia são, na sua opinião, dias ideais para descansar, relaxar e estar com os amigos. Não sabe se este vai ter oportunidade de se deslocar à zona norte mas vai tentar. “Sabe bem sair de casa porque está muito calor e sabemos que vamos encontrar amigos”, diz.Mónica Pinto, 34 anos, Professora, Almeirim“Se não reciclarmos estamos a prejudicar o planeta e a nós próprios”Mónica Pinto não é frequentadora assídua do Pão, Vinho e Companhia mas se os amigos combinarem uma saída para lá vai com todo o gosto. Aprendeu cedo a andar de bicicleta. Tinha três anos e foi a mãe que a ensinou. Primeiro com duas rodas pequenas de lado até que conseguiu equilibrar-se sem qualquer apoio. Hoje tem bicicleta mas está guardada na garagem e Mónica não a utiliza muito. “É mesmo por preguiça”, admite.Conhece o jogo da Petanca e, em criança, era hábito jogar com a família a este jogo tradicional, embora o plástico substituísse a madeira. “Agora já não ligo tanto ao jogo nem tenho muita paciência”, refere. Há mais de cinco anos que Mónica Pinto é adepta da reciclagem separando todo o tipo de lixo. As ilhas ecológicas não estão muito longe de sua casa mas mesmo que estivessem a professora ia continuar a reciclar. Por uma questão de respeito. “Devemos respeitar a natureza e os outros. Se não separarmos o lixo estamos a prejudicar o ambiente e, em consequência, estamos a prejudicar-nos a nós próprios que habitamos este planeta já tão poluído”, realça.Marina Félix, 30 anos, Esteticista, Almeirim“Deveria existir um maior investimento na colocação de ilhas ecológicas”Marina Félix costuma fazer reciclagem do lixo mas não tantas vezes quanto gostaria. O facto de ter as ilhas ecológicas perto de casa facilita o processo. A esteticista confessa que se estas estivessem longe não separaria o lixo com tanta regularidade. “Deveria haver um investimento nesta área e colocar ilhas ecológicas em mais pontos, perto das zonas habitacionais”, diz.Aprendeu a andar de bicicleta em pequena com a ajuda dos pais e gosta de utilizar a bicicleta para se manter em forma. Todos os fins-de-semana pedala pela zona norte de Almeirim e em casa tem uma bicicleta estática que não utiliza tantas vezes quanto gostaria. “Gosto mais de pedalar ao ar livre”, explica. Quando questionada sobre a Petanca confessa que não faz a “mínima ideia” de que jogo se trata. Já esclarecida sobre o assunto confessa que nunca jogou nem sabe as regras mas, como qualquer jogo tradicional, diz, “deve ser interessante”.Gosta de visitar as festas do Pão, Vinho e Companhia sobretudo para conviver com os amigos e colocar a conversa em dia. “Não são os espectáculos que me atraem às festas, mas sim o petisco e o facto de poder rever os amigos que não vejo com a regularidade que gostaria durante o ano”, diz.Marco Madeira, 31 anos, Analista, Almeirim“Separo o lixo mas só de vez em quando” Marco Madeira vai às festas do Pão, Vinho e Companhia sempre que pode. Esta semana de festas é o ideal para distrair, descomprimir do stress do dia-a-dia e poder estar com os amigos. O que o analista gosta mesmo de observar é o movimento, as pessoas a conviverem. Considera que o programa das festas não é muito atractivo mas também diz que isso não é o mais importante.O jovem de Almeirim aprendeu a andar de bicicleta bem cedo e recorda-se sobretudo de cair muitas vezes até ganhar equilíbrio em cima das duas rodas. Tem bicicleta em casa mas não lhe dá muito uso. Gosta mais de andar do que pedalar e é frequente vê-lo ao final de um dia de trabalho a correr com os amigos. Da Petanca só ouviu falar no nome porque não sabe como se joga.Marco Madeira tem o hábito de separar o lixo embora não o faça com tanta regularidade como gostaria. Diz que se os contentores de reciclagem tivessem mais perto de casa reciclava “muito” mais. “Todos os caixotes deviam ser substituídos por ilhas ecológicas porque se temos o caixote do lixo muito perto de casa temos tendência a utilizar o que está mais perto”, explica.Carlos Anunciação, 40 anos, Empregado de Escritório, Fazendas de Almeirim“Como o contentor está mais à mão vai tudo para lá sem separação”Carlos Anunciação confessa que vai ao Pão, Vinho e Companhia esporadicamente. O empregado de escritório considera que a festa está a perder qualidade sobretudo por se realizar com pouco tempo de intervalo em relação às festas da cidade que decorrem em Junho. “As duas festas são muito em cima uma da outra e isso faz com que ambas percam qualidades. Estão quase iguais. Por vezes é preferível termos menos festas mas que tenham mais qualidade. Devia-se pensar nisso”, realça.Carlos Anunciação é um apaixonado por ciclismo tendo corrido em provas durante 13 anos, embora nunca tenha chegado a profissional. Aprendeu a andar de bicicleta sozinho aos três anos e aos seis participou na primeira prova. Ainda hoje pedala duas horas e meia por dia e ao fim-de-semana aumenta a carga horária de desporto. Sabe como se joga à Petanca e também sabe que é um jogo tradicional francês trazido para Portugal por emigrantes que foram viver para aquele país.Confessa que não tem o hábito de separar os lixos mas defende que os contentores do lixo deveriam ser substituídos por ilhas ecologias. Carlos acredita que se tivesse o recipiente da reciclagem perto de casa faria a divisão do lixo. “O facto de não ter as ilhas ecológicas perto de casa não me sensibiliza tanto para a importância da reciclagem. Tenho um contentor do lixo à porta de casa e a comodidade leva-me a não separar o lixo”, explica.

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