uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
31 anos do jornal o Mirante
João Louro, a música e a arte de fazer rir

João Louro, a música e a arte de fazer rir

Antes de sorrir para a fotografia, João Louro, 66 anos, pergunta se a imagem vai ser colada no frasco do açúcar. “É que a minha esposa tem lá a minha fotografia para afastar as formigas”, conta a rir-se. É assim João Louro. Ainda não acabou uma frase e já está a preparar uma nova piada. Encontrámo-lo no Largo João Mantas, em Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, no domingo, 21 de Agosto, em mais uma iniciativa do Núcleo de Alverca do Museu Municipal: “Música no Museu”. Durante mais de uma hora tocou e cantou músicas populares portuguesas para divertimento de um grupo de senhoras que dançam ao mesmo ritmo. Tinha 10 anos quando começou a tocar sozinho harmónica. A viola e a bateria chegaram quando já somava 40 anos e o último amor, o órgão, surgiu há pouco mais de um ano. Nunca teve uma única aula de música. O segredo está na audição apurada. “Quando olho para uma partitura e vejo aquelas notas é como se fosse chinês”, deixa escapar. Depois de se reformar da profissão de taxista ganhou mais tempo para se dedicar à música. É capaz de estar horas seguidas a tocar órgão na sua casa, em Alhandra. Escolheu “Cigana dos Olhos Negros” para encerrar o concerto, não sem antes avisar que só o fazia porque a esposa não estava presente na plateia. “Ontem estava a ensaiar na garagem e por pouco não me apanhava a tocar esta música que ela detesta”, confessa antes de soltar uma gargalhada. É sempre assim João Louro, embalado entre a música e a arte de fazer sorrir. Eduarda Sousa
João Louro, a música e a arte de fazer rir

Mais Notícias

    A carregar...