Três centenas de participantes nos “Encontros Empresariais China-Portugal” da AIP
Iniciativa para aumentar os canais de intercâmbio e para divulgar a oferta portuguesa
Conhecer a oferta portuguesa de bens e serviços são prioridades para a centena de empresários chineses que estiveram na AIP a participar nos “Encontros Empresariais China-Portugal”, realizados no CCL, no dia 31 de Março. A deslocação à AIP dos empresários chineses, oriundos de sectores como o dos equipamentos mecânicos e eléctricos, serviços médicos, protecção ambiental, alta tecnologia, turismo e distribuição alimentar, “mostra toda a sinceridade em estabelecer uma parceria económica forte com Portugal”, disse Huang Songfu, embaixador da República Popular da China em Portugal, na abertura do seminário, recordando que este ano se cumpre o 35.º aniversário do estabelecimento das relações económicas e comerciais entre os dois países.Após o seminário, e em encontros previamente agendados pela AIP, em função do interesse comercial e empresarial demonstrado, decorreram reuniões conjuntas, nas quais os empresários portugueses tiveram por objectivo reforçar as suas exportações para a China. O volume do comércio dos produtos mecânicos e eléctricos representa a maior quota no comércio bilateral, correspondendo a um terço do seu total, estando os equipamentos de comunicação, electrodomésticos, máquinas e equipamentos entre os principais produtos exportados para Portugal, enquanto os automóveis e os componentes electrónicos são os principais produtos que a China importa de Portugal. Mas Portugal está apostado em dar a conhecer a este gigante do comércio mundial a sua mais vasta produção de valor.O investimento “alcançou um patamar sem precedente”, admitiu o embaixador, sustentando a sua afirmação nos números disponíveis: até ao final de Junho de 2013, o investimento acumulado de Portugal na China foi de 170 milhões de dólares, realizado em 195 projectos, sobretudo nas áreas da indústria automóvel, electrónica, vestuário, pedra e medicina. “A aceleração da internacionalização das empresas chinesas abriu um novo capítulo do investimento chinês em Portugal”, observou Huang Songfu, acrescentando que “até ao momento, mais de dez empresas chinesas”, entre elas a China Three Georges, State Grid, ZTE, Huawei Communications e grupo Fosun, “têm uma participação muito forte e activa na economia portuguesa”. Jorge Pais, vice-presidente da AIP, salientou a oportunidade que representa o desenvolvimento das relações empresariais entre as duas comunidades, o facto de Portugal constituir uma porta de entrada para a Europa e os países de língua oficial portuguesa, bem como a vocação atlântica do país que dispõe de bons portos, nomeadamente o de Sines.O dirigente chamou a atenção dos empresários participantes no encontro para a possibilidade de recorrerem aos serviços da AIP no sentido de obter apoio na procura de parceiros e nos contactos comerciais com os seus homólogos chineses.Intervieram no seminário Zhan Yujing, presidente da CCCMB, Lai Xiao Nin, Norma Rodrigues, directora geral da AIP, Paulo Domingues, da AICEP, Carlos Lopes de Sousa, do Agrocluster Ribatejo, Custódio Miguens, presidente da direcção do EnergyIn, e Sónia Oliveira, da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário. A vinda dos empresários chineses a Portugal no âmbito das chamadas “missões inversas”, está integrada no projecto “Exportar a 1ª vez”, promovido pela AIP, com o apoio do COMPETE/QREN/FEDER.
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