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Morreu afogado na ribeira que passa junto à sua horta

Morreu afogado na ribeira que passa junto à sua horta

José de Oliveira Jesuvino, residente em Bicas, Abrantes, terá caído à água e foi arrastado pela força da corrente.

Edição de 18.05.2016 | Sociedade

José de Oliveira Jesuvino, 74 anos, morreu afogado no dia 12 de Maio, na aldeia de Bicas, em Abrantes, após ter caído a uma ribeira que atravessa a localidade e que passa junto da sua horta. O homem terá sido arrastado pela força das águas.
Segundo apurámos, José deslocou-se à sua horta depois de almoço com intenção de soldar uma porta. Bebeu café com a mulher num estabelecimento da aldeia, saiu rumo à horta e a partir daí nunca mais foi visto. A viúva, Zeferina Campos, contou a
O MIRANTE que apesar de ser hábito o marido passar muito tempo na horta, perto das 20h00 estranhou a sua ausência, tentou ligar-lhe mas não conseguiu. Foi então que pediu a um vizinho que se deslocasse ao local à sua procura.
O vizinho apenas encontrou o carro e não havia sinal do idoso. Inicialmente, chegou a pensar-se que poderia ter caído num poço. Zeferina Campos nunca imaginou que isto pudesse acontecer, até porque José Jesuvino era um homem bastante cuidadoso e raramente se aproximava da ribeira apesar das preocupações que tinha relativamente à sua limpeza.
Entretanto juntaram-se mais pessoas para ajudar nas buscas, tendo sido alertadas as autoridades. A viúva não consegue entender que motivo terá levado José a aproximar-se da ribeira, suspeitando que ele terá ido colocar lá perto umas canas acabando por escorregar e cair à água. “Eu nunca o vi ele ir para além, ele limpava as canas aqui é verdade, mas não percebo”, questiona-se Zeferina Campos.
Em declarações à Lusa, fonte oficial do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém afirmou que as operações de busca e resgate tiveram início às 20h45 de quinta-feira, tendo o corpo do homem sido encontrado no leito da ribeira de Bicas pela 1h35 de sexta-feira, sem vida, e com indícios de morte por afogamento.
A mesma fonte disse ainda que a ribeira apresentava uma “fundura de 1,5 a 2 metros e uma corrente muito forte, devido às chuvadas dos últimos dias”, tendo o homem sido arrastado para cerca de 200 metros a jusante do local onde tinha a sua horta.
No local estiveram 20 elementos da corporação dos Bombeiros de Abrantes, com cinco viaturas, e a GNR de Tramagal. O corpo foi transportado para a morgue do Hospital de Abrantes.
O funeral de José de Oliveira Jesuvino realizou-se na segunda-feira, 16 de Maio, na aldeia de Bicas.

Morreu afogado na ribeira que passa junto à sua horta

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