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Obras adiadas num prédio em risco mantêm Rua 1º de Dezembro aberta

Obras adiadas num prédio em risco mantêm Rua 1º de Dezembro aberta

Objecções levantadas por comerciantes levaram a Câmara de Santarém a suspender a medida que devia vigorar durante todo o mês de Maio e que vai motivar alterações profundas no trânsito no centro histórico da cidade. Ainda não se sabe quando é que obras arrancam.

Edição de 25.05.2016 | Sociedade

O anunciado encerramento ao trânsito da Rua 1º de Dezembro, e a consequente revolução na circulação rodoviária no centro histórico de Santarém, previsto para dia 2 de Maio acabou por não se concretizar devido às objecções levantadas por alguns comerciantes da zona. A medida, indispensável para se efectuarem obras num prédio cujo beirado ruiu em Dezembro último, devia vigorar durante todo o mês de Maio, mas para já não há data para ser implementada.
O vereador da Câmara de Santarém com o pelouro do Trânsito, Luís Farinha (PSD), diz que, na sequência de contactos com vários comerciantes que temiam o efeito do corte da rua para os seus negócios, a perspectiva agora é a de que as obras no prédio só comecem no início de Julho, prolongando-se durante esse mês. Mas, sublinha o autarca, é necessário que os comerciantes que levantaram o problema se responsabilizem caso haja algum dano resultante do estado de degradação do edifício em causa.
Luís Farinha admite que, face ao mau tempo que se verificou em boa parte do mês de Maio, as obras no edifício pouco poderiam ter avançado. Mas com a melhoria verificada há condições para arrancar com os trabalhos e, segundo o vereador, o proprietário do prédio enjeita responsabilidades sobre qualquer acidente que possa acontecer no período até Julho, em consequência do adiamento da intervenção.
“O proprietário não assume essa responsabilidade e a Câmara de Santarém também não a pode assumir. Se os comerciantes não assumirem essa responsabilidade, a obra pode avançar assim que o proprietário tenha condições para isso”, diz Luís Farinha, acrescentando que compreende a posição dos comerciantes, “mas não podem querer o melhor de dois mundos”. E lembra que a reabilitação urbana da zona histórica, por forma a torná-la também mais atractiva com as consequentes mais valias para o comércio local, causa sempre constrangimentos e transtornos para quem lá reside ou trabalha.
Recorde-se que na última semana de Abril a Câmara de Santarém emitiu um comunicado a anunciar o corte ao trânsito na Rua 1º de Dezembro entre 2 e 31 de Maio, devido a obras “inadiáveis” na fachada e cobertura de um edifício que se encontra em risco. O fecho dessa artéria, que dá ligação ao Largo de Marvila, Torres das Cabaças e Portas do Sol, entre outros pontos, vai implicar uma série de alterações à circulação. Assim, quando a medida entrar em vigor, na Rua João Afonso vai ser suspensa a circulação rodoviária para veículos com comprimento superior a quatro metros, permitindo-se apenas o trânsito dos restantes veículos que se destinem à Rua Miguel Bombarda, que dá acesso, por exemplo, ao Conservatório e à Igreja do Milagre.
Outra mudança relevante é a da alteração do sentido do tráfego automóvel na Rua Vila de Belmonte, Calçada da Graça, Travessa das Borras, Largo Pedro Álvares Cabral, Rua Braamcamp Freire, troço da Rua Miguel Bombarda, Travessa de S. Brás e Travessa dos Capuchos, a fim de salvaguardar a acessibilidade rodoviária ao centro histórico.

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