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Só o Estado pode salvar espólio museológico ferroviário que está a degradar-se

Só o Estado pode salvar espólio museológico ferroviário que está a degradar-se

Especialista diz que o Museu Ferroviário não tem meios para proteger património

Edição de 25.05.2016 | Sociedade

O primeiro presidente da comissão executiva instaladora do Museu Nacional Ferroviário, António Pinto Pires, defende a intervenção no Estado para evitar a total degradação do espólio ferroviário nacional, com valor museológico, uma vez que a Fundação Museu Nacional Ferroviário tem revelado não ter capacidade para o fazer.
Num texto enviado à redacção de
O MIRANTE, o especialista em questões museológicas faz uma lista de peças de valor incalculável, “que escrevem a história do caminho-de-ferro português que correm sérios riscos de conservação”.
António Pinto Pires diz ser preocupante o estado em que se encontram as locomotivas expostas nos jardins da Fernave no Entroncamento, que diz serem peças únicas; carruagens Schindler, B600, vagões, gruas e a automotora Nohab, depositadas nas proximidades do Museu Nacional Ferroviário que correm risco de desagregação a curto espaço; uma locomotiva BA 67, que se encontra abandonada em instalações degradadas na Pampilhosa e ainda diversos material espalhado por outras localidades como Figueira da Foz, Contumil, Vila Nova de Gaia, Valença, Lagos e Vila Real de Santo António.
“A preservação da colecção constitui uma mais valia futura, sendo que Portugal é um dos países da Europa que reúne um amplo espólio, que urge preservar nas devidas condições”, defende o autor que é doutorando em Museologia, acrescentando que cabe ao Estado Português, através dos ministérios do equipamento e da cultura, encontrar os meios para o solucionar o problema em conjunto com entidades e empresas relacionadas com a matéria.
“Tão importante questão não pode ser da exclusiva responsabilidade da Fundação Museu Nacional Ferroviário, uma vez que esta entidade não está dotada dos meios necessários para levar a cabo uma operação de tamanha envergadura, quer pelos meios logísticos que exige, quer pelos custos financeiros que a mesma poderá envolver”, afirma António Pinto Pires.

Só o Estado pode salvar espólio museológico ferroviário que está a degradar-se

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