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Ana Barral

Arquitecta, 39 anos, Sardoal

Edição de 14.07.2016 | Agora Falo Eu

Está preparada para tudo na vida de empresária?
Penso que sim, pelo menos faço por isso. Procuro antecipar-me e preparar-me para qualquer situação. Tenho tido alguns desafios interessantes, que têm sido ultrapassados com empenho e profissionalismo.
A família ajuda e é parte integrante na estratégia empresarial?
Sim, a família é o apoio que dá força para que na vida profissional tudo corra bem. A família é o outro lado da moeda. Mantém o equilíbrio da balança que é a vida.
Já se sente à vontade a escrever segundo o novo acordo ortográfico?
Não, de forma nenhuma. Continuo a escrever como aprendi na escola primária. Mas acontece uma situação curiosa: como gosto muito de ler, e faço-o com bastante regularidade, por vezes dou comigo a misturar palavras “do antigamente” com palavras “modernas”!!!
À mesa, de que lado deve ser colocado o telemóvel ou smartphone?
Não deve! É regra lá em casa deixar o telemóvel fora da mesa na hora das refeições, correndo o risco de, quem o utilizar, lavar a louça! Cá está: a hora das refeições é dedicada à família. É neste espaço que falamos e fazemos os mais diversos comentários sobre o que aconteceu no nosso dia.
Quem lhe contava histórias quando era criança?
A minha avó. Contava-me as histórias da sua infância e de como se vivia naquele tempo. Encaro isso como um privilégio, dado que a minha avó nasceu em 1920. Sinto que tive uma visão muito verdadeira de como se trabalhava, das famílias e até da situação política destes noventa e muitos anos. Sim, a minha avó ainda é viva! Gosto de comparar tempos os tempos de antigamente com toda a evolução dos tempos de agora.
Ler jornais é saber mais?
Não. É termos mais dados para formarmos a nossa opinião sobre determinado assunto. No entanto deparo-me nos dias de hoje, principalmente nas notícias locais, com falta de informação que me ajude a analisar certos assuntos. A maior parte das vezes falta informação ou não está correcta, o que leva as pessoas a verem o ponto de vista de quem escreveu a notícia e não o que na realidade é. Mesmo assim, gosto de estar informada e leio bastantes jornais.
Fazem falta mais mulheres na política?
Sim, fazem. As mulheres têm uma visão bastante diferente dos homens, mais focada em pormenores que poderiam fazer toda a diferença. Vivemos numa época em que as mulheres estão mais competitivas e isso seria uma vantagem para o nosso país.
Qual a sua actividade preferida?
Cinema. Adoro ver os mundos alternativos criados pelos argumentistas e retratados pelos realizadores. Gosto, principalmente, de quando deixam algo para que a nossa imaginação possa completar esse processo.
Alguma vez escreveu um poema?
Sim. Encaro a poesia, assim como a pintura, como uma forma de expressar as emoções que todo o ser humano tem e que na maior parte das vezes reprime. Retratava todo o tipo de assuntos, neste caso emoções, desde o amor ao ódio, passando pela amizade e saudade. Depois guardo e passam-se por vezes anos até voltar a reler o que escrevi.
Qual foi a sua maior aventura?
Saltar de pára-quedas de um avião! É uma experiência revitalizadora, cheia de adrenalina, que se ama ou odeia. Para mim foi fantástica e recomendo.
Durante quanto tempo é capaz de guardar um segredo?
Sou capaz de guardar um segredo durante toda a vida. Os segredos são para se manter. Se prometemos a alguém guardar segredo, temos que cumprir.
O que significa, para si, a expressão “Gozar a Vida”?
Como dizem os italianos “Dolce fare niente”! É a escolha de não fazer nada, não uma imposição. No entanto penso que fazer o que quero, quando quero e da forma como desejo, sem qualquer impedimento, é gozar a vida.
Alguma vez deu sangue?
Sim, sou dadora de sangue regular. É essencial ajudar os outros. Nas questões de saúde, principalmente, temos que ser uns para os outros. Não sabemos se amanhã somos nós ou os nossos familiares e amigos a precisarem.
Tem médico de família?
Sim, tenho. E recentemente a MODO Arquitectos Associados elaborou uma nova Unidade de Saúde Familiar, em Abrantes, que veio dar a possibilidade a muitos utentes de também terem.

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