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Ainda há muito a fazer na luta pela igualdade de género

Ainda há muito a fazer na luta pela igualdade de género

Câmara de Torres Novas entregou Prémio Maria Lamas a Virgínia Baptista

Edição de 14.07.2016 | Sociedade

Apesar das muitas conquistas ainda há muito por fazer no que toca à igualdade de género em Portugal. A opinião é de Virgínia Baptista, a vencedora do Prémio Maria Lamas 2016 atribuído pela Câmara de Torres Novas a estudos sobre a mulher, género e igualdade.
Virgínia Baptista considera que apesar dos muitos avanços ainda não se conseguiu uma total paridade a nível das chefias das empresas, a nível político ou no poder local. “Está melhor mas ainda há um trabalho para fazer pela frente”, disse a O MIRANTE. A doutorada refere que também ainda não há igualdade no que toca ao trabalho doméstico.
Foi a tese de doutoramento “Protecção e direitos das mulheres trabalhadoras em Portugal (1880 - 1940) que lhe valeu o prémio Maria Lamas, no valor de 3 mil euros, entregue no sábado, 9 de Julho, numa cerimónia que teve lugar no Museu Municipal Carlos Reis.
Virgínia Baptista disse ao nosso jornal que quando soube que este prémio era atribuído em Torres Novas e que era para homenagear uma mulher tão importante como Maria Lamas decidiu concorrer. “É impossível fazer um trabalho sobre as mulheres sem conhecer o trabalho de Maria Lamas”, realça.
A investigadora é natural de Lisboa e só conhecia Torres Novas de passagem mas diz-se encantada com a cidade. “Vou muito bem impressionada, há uma grande vida cultural e isto homenageia Maria Lamas”, finaliza.
Virgínia do Rosário Baptista nasceu em Lisboa em 1958. É licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa (1988), mestre em História Moderna e Contemporânea, na especialidade de História Económica e Social pelo ISCTE-IUL (1998), tendo igualmente obtido o doutoramento no ISCTE-IUL. Professora de História no ensino básico e secundário, é desde 2014 investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
O prémio foi entregue por Pedro Ferreira, presidente da Câmara de Torres Novas. A cerimónia contou também com um momento musical pelos alunos do conservatório de música do Choral Phydellius e a apresentação de uma performance artística intitulada “Morro onde me prendo” de Susana Gaspar.
Esta é a segunda edição do Prémio Maria Lamas de Ciências Sociais e humanas. O primeiro foi entregue a Inês Brasão, autora de “A condição servil em Portugal (1940-1970): memórias de dominação e de resistência a partir de narrativas de criadas”, dissertação de doutoramento em sociologia e economia históricas (UNL/FCSH), obra entretanto editada e reeditada pela editora Tinta da China.

Ainda há muito a fazer na luta pela igualdade de género

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