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Ex-responsável da Protecção Civil em Salvaterra passou para os serviços administrativos da câmara

Presidente da autarquia, Hélder Esménio, acedeu ao pedido de João Gomes que queria deixar cargo

Edição de 20.10.2016 | Política

O técnico da Câmara de Salvaterra de Magos, João Gomes, que além de funcionário do município era também o responsável pela protecção civil, deixou de exercer esse cargo, tal como tinha pedido ao presidente Hélder Esménio, após o fogo que consumiu cerca de 900 hectares na Glória do Ribatejo no dia 13 de Agosto. João Gomes está a trabalhar nos serviços administrativos da câmara municipal, tal como solicitou em carta enviada ao presidente da autarquia na sequência da polémica que estalou após o incêndio. É Esménio agora o principal responsável pela Protecção Civil no concelho.
O presidente explicou a O MIRANTE que vai corrigir o mapa de pessoal para incluir e preencher, através de concurso público, um lugar para a protecção civil e integrar um técnico nessa área. Recorde-se que, como O MIRANTE noticiou (ver edição 24 Agosto 2016) este incêndio na Glória do Ribatejo foi o rastilho para uma polémica entre o presidente da Câmara de Salvaterra de Magos e o responsável pela Protecção Civil, que estava na altura de férias.
Esménio acusou o técnico do município, João Gomes, de habitualmente “fugir às suas responsabilidades”. O funcionário mostrou-se indignado por só ter sido informado do incêndio uma hora e meia depois do alerta. Gomes, perante várias críticas sobre o facto de o fogo se ter descontrolado, apresentou uma carta de demissão de funções ao presidente do município que respondeu a essa posição em tom irónico. “Pediu demissão de quê? De trabalhar?”. Hélder Esménio refere que “nenhum funcionário da autarquia pode pedir demissão de funções que lhe foram atribuídas”.
O autarca explicou, na altura, que João Gomes iniciou as funções de responsável da protecção civil do município no tempo em que era presidente Ana Cristina Ribeiro (BE), revelando que após o actual executivo socialista ter tomado posse, o técnico pediu para que a “carga de trabalho fosse aligeirada”. Esménio refere que o funcionário não estava disponível para trabalhar fora do horário normal de trabalho, das 9h00 às 17h00, na protecção civil. O autarca disse também que, enquanto presidente do município, passou a acorrer cada vez mais aos incêndios.

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