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Burocracia prejudica arranque do ensino secundário na CEBI em Alverca

Burocracia prejudica arranque do ensino secundário na CEBI em Alverca

Fundação CEBI espera há meses por uma decisão do Supremo Tribunal Administrativo. Em causa está o arranque das obras que iriam permitir a centenas de alunos da instituição de Alverca ter acesso ao ensino secundário.

Edição de 20.10.2016 | Sociedade

A Fundação CEBI, de Alverca, lançou um concurso público para a obra de ampliação das suas instalações visando a criação de ensino secundário mas uma das empresas que se candidatou à obra, no concurso público, considerou-se prejudicada, impugnou judicialmente o processo e não há maneira da justiça tomar uma decisão.

O processo arrasta-se há mais de quatro meses no Supremo Tribunal Administrativo (STA) sem que a justiça tome uma decisão, o que tem prejudicado as centenas de jovens que tinham a ambição de, ainda este ano lectivo, frequentar na fundação o ensino secundário. Em causa está o facto de a empresa que se classificou em terceiro lugar no concurso público ter impugnado o processo por se sentir prejudicada.
Honório Vieira, director-geral da Fundação CEBI, explica a O MIRANTE que a situação não é culpa da fundação e confessa que a lentidão do processo está a prejudicar em muito os alunos e a instituição. “Pensámos que a contestação judicial fosse uma coisa muito mais rápida e infelizmente não é, isso está a penalizar bastante a fundação mas sobretudo as famílias que já contavam este ano ter aqui os seus filhos a frequentar o décimo ano. Se a justiça fosse mais rápida as obras já teriam avançado”, lamenta.
A CEBI lançou um concurso público para a obra “por uma questão de transparência” e tudo está pronto para a obra arrancar, assim a justiça o permita. O projecto está aprovado e as licenças de construção estão emitidas. “Inclusive preparámos contentores no nosso pátio para, durante 3 ou 4 meses, os jovens poderem ter aulas durante as obras que fossem mais ruidosas, para evitar perturbações. Mas agora continuamos a ter um custo enorme com aquelas estruturas sem que a obra avance”, lamenta.
O director-geral da fundação admite que o assunto lhe tem tirado o sono, especialmente por se tratar de um atraso e um imbróglio “que não é por nossa causa ou falta de vontade”.

Burocracia prejudica arranque do ensino secundário na CEBI em Alverca

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