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Cercipóvoa garante que não vai fechar portas apesar das dificuldades

Cercipóvoa garante que não vai fechar portas apesar das dificuldades

Vereador da Coligação Novo Rumo alertou para situação de “falência iminente”. Presidente da direcção da Cercipóvoa admite existirem dificuldades mas afasta cenários fatalistas. Passivo mantém-se em quase dois milhões de euros.

Edição de 20.10.2016 | Sociedade

A Cercipóvoa, entidade que apoia pessoas com deficiência da Póvoa de Santa Iria, está a passar por momentos complicados mas não há qualquer ameaça de despedimentos ou de vir a fechar portas nos tempos mais próximos. A garantia é de José Gonçalves, presidente da direcção da Cercipóvoa, que garante a O MIRANTE que a instituição vai continuar a prestar o apoio à comunidade que sempre prestou e que não há razões para alarme.
Isto depois de, na última reunião pública de câmara, Rui Rei, vereador da Coligação Novo Rumo, ter alertado para o “risco muito sério” da Cercipóvoa estar em “falência iminente” e de fechar portas em breve.
“Não é verdade que estejamos nessa situação. Temos dificuldades, obviamente, que não são de agora, mas as coisas estão longe de estarem como foi referido”, assegura o presidente da instituição, que garante não estar previsto qualquer despedimento de trabalhadores. A Cercipóvoa tem 122 empregados. “Não há ordenados em atraso mas temos ainda dois subsídios de férias de 2015 por pagar. Uma instituição como a Cercipóvoa não fecha portas, não pode, é importante para a sua comunidade. Em termos operacionais é uma casa viável mas tem um passivo elevado em que mensalmente não consegue libertar activos suficientes para ir amortizando esses passivos”, explica José Gonçalves. As complicações financeiras da instituição já se arrastam desde que foram construídas as actuais instalações em 2001, e o passivo ronda um milhão e 900 mil euros.
A actual direcção pediu uma auditoria às contas da instituição no ano passado e as situações mais complicadas “já estão identificadas” e estão a ser reestruturadas várias áreas da instituição, incluindo a relação com fornecedores. “Estamos a fazer uma gestão cuidadosa e de grande controlo. Não há motivo para alarmismos”, assegura o dirigente.

É o governo que tem de ajudar

Na última reunião pública da Câmara de Vila Franca de Xira o alerta sobre a situação da Cercipóvoa foi deixado por Rui Rei, que quis saber o que o município pensa fazer sobre o problema. “A Cercipóvoa está num processo de falência iminente e isto é um problema muito sério. Os maiores credores são o Estado e a Segurança Social. Estamos a correr o risco de mais de 100 trabalhadores irem para a rua e as famílias e utentes ficarem com graves problemas”, alertou o autarca.
Alberto Mesquita, presidente do município, confessou “não saber o que dizer” perante o problema. “Se houve entidade que sempre ajudou a Cercipóvoa foi a câmara, por compreendermos as questões sociais que estão envolvidas. Mas não pode ser sempre a câmara a ajudar e a chegar-se outra vez à frente, desta vez deverá ser o governo a ajudar, estas coisas têm de ter um critério, estratégia e plano”, lamentou.

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