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StartUp Torres Novas arranca com quatro projectos

StartUp Torres Novas arranca com quatro projectos

Incubadora de empresas é a primeira utilização a ser dada ao Convento do Carmo após as demoradas e polémicas obras de requalificação e remodelação do espaço.

Edição de 20.10.2016 | Sociedade

A StartUp de Torres Novas é um espaço dedicado a todos os empreendedores locais e de âmbito nacional e internacional e tem como principal objectivo apoiar empreendedores de todas as idades no processo de desenvolvimento de empresas, desde a ideia de negócio até à sua implementação.
A inauguração do espaço decorreu na manhã de segunda-feira, 17 de Outubro, e contou com a presença do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, e do presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira. Na ocasião ficaram já a conhecer-se quatro projectos de empresas pré-incubadas nessa estrutura criada no remodelado Convento do Carmo.
“Rural Vivo” é um desses projectos. O mentor, Paulo Leite, explica que a ideia “é promover o turismo rural e as várias experiências que podem ser vivenciadas pelo turista, ou seja, a casa do agricultor tem a possibilidade de receber os turistas que podem acompanhar as várias actividades desse agricultor”.
Já a “AppyFans”, do empreendedor Filipe Romão, visa “interligar as lojas de comércio local com os consumidores de uma forma inteligente”. A Appy vai conhecer os gostos dos utilizadores e vai aconselhá-los sobre as promoções das lojas e apoiá-los no dia-a-dia nas suas opções de compra.
O projecto “Foragidos” da NUT - Agência Criativa pretende mostrar o património natural existente em Portugal, muito vasto e rico, e com isso levar os turistas a conhecê-lo e depois visitá-lo.
O último projecto a ser apresentado tem a ver com desporto. Cristiano Catarino explica que “muitas vezes as pessoas chegam a um parque e não têm ninguém que os aconselhe sobre como utilizar aquelas máquinas que existem hoje em dia. O objectivo é criar uma aplicação que os ajude em cada parque e jardim a orientar o seu treino.
Os empreendedores vão ainda contar com o apoio de um painel de mentores composto por vários empresários de renome do panorama nacional, tais como Paulo Pereira da Silva (CEO da Renova), Rui Leitão (CEO Digidelta), Victor Figueiredo (CEO Univeg), Carlos Marçal (GresTejo) e Miguel Cunha (Director Casal das Flores).
A StartUP Torres Novas tem como entidades e empresas parceiras, a Nersant, a ANJE, o IAPMEI, o IEFP Delegação Distrital, o Instituto Politécnico de Leiria, o Instituto Politécnico de Tomar, o ISCTE ou a StartUp Lisboa.

Autarca critica requalificação do Convento do Carmo e falta à inauguração

Ramiro Silva, eleito na assembleia municipal pela CDU, escreveu uma carta aberta ao presidente da Câmara de Torres Novas onde explica porque não esteve presente.

A Start Up Torres Novas foi inaugurada na segunda-feira, 17 de Outubro, no Edifício B do renovado Convento do Carmo e houve pelo menos um convidado que não marcou presença por estar em desacordo com o projecto. Ramiro Silva, eleito da CDU na Assembleia Municipal de Torres Novas, escreveu três dias antes uma carta aberta ao presidente da câmara, Pedro Ferreira (PS), onde explicou porque não ia à cerimónia e onde deixou críticas à obra e à forma como a maioria socialista no município geriu o processo.
“Como se deve recordar sr. presidente, desde o início manifestei o meu desacordo em relação a tal projecto, não só por não respeitar o que se exige aos munícipes em termos do alinhamento da referida construção, que levou ao corte das árvores ali existentes, mas também pela sua dimensão e altura que retira a visibilidade ao edifício do Convento do Carmo para quem passa na avenida”, diz Ramiro Silva.
O autarca comunista afirma que tais motivos já seriam suficientes para a sua ausência, acrescentando que a atribulada requalificação do Convento do Carmo - que já dura há 16 anos - foi gerida “com grande irresponsabilidade e displicência” pela maioria socialista que tem gerido o município. E alega que ainda há “contornos que continuam por esclarecer”, tal como o custo total da empreitada.
“Uma obra que devia estar pronta há cerca de quatro anos, já lá vão mais de 4 milhões de euros, quando o encargo para o município devia ser 1 milhão e 27 mil euros; Tudo isto poderia ter sido evitado se tivesse havido competência e respeito criterioso pelos dinheiros públicos”, escreve Ramiro Silva, recordando que “desde há muito” questiona a maioria PS sobre a obra e vem “denunciando as trapalhadas sucessivas em que a mesma tem estado envolvida”.

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