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Gosto de liderar, de mediar e de resolver ou de ajudar a resolver problemas

Gosto de liderar, de mediar e de resolver ou de ajudar a resolver problemas

Andrea Firmino, 34 anos, advogada com escritórios no Cartaxo e em Lisboa

Edição de 20.10.2016 | Três Dimensões

Tem 10 anos de carreira na advocacia com enfoque em matérias fiscais. Andrea Firmino é natural de Vale do Paraíso (Azambuja) e vive no Cartaxo onde diz ser feliz. Tem escritório naquela cidade e outro em Lisboa. Em criança queria ser juíza mas desistiu da ideia por considerar que tinha que ter ainda mais disponibilidade em termos de tempo. Tem três filhos mas gostaria de ter mais um, embora os mais novos não queiram mais irmãos.

Quando andava a estudar era quase sempre eleita delegada da turma. Gosto de liderar, de mediar e de resolver problemas. Essa é a minha vocação. Agora incentivo os meus filhos a terem a mesma postura na vida.
Prefiro sempre produtos locais e tento ajudar a economia local. Apesar de passar muito tempo em Lisboa tento comprar tudo no Cartaxo e arredores. Consigo perceber o pessimismo de algumas pessoas relativamente ao contexto económico mas acho que deviam ultrapassar isso porque assim nunca dão valor ao que têm. Quem está de fora vê que há muito potencial nesta região.
Em casa só ligamos a televisão para ver jogos de futebol e desenhos animados. Gosto de pegar nos programas culturais do Cartaxo e de Lisboa e de fazer coisas diferentes com a família. Para me informar prefiro os jornais e com o telemóvel tenho acesso a quase tudo.
Quando era nova dispersei-me por várias actividades e isso foi contraproducente. Fiz ginástica, andei a aprender a tocar viola, fiz natação, karaté. Como andava sempre a mudar não era realmente boa a nada e acabava por desmotivar.
Estudei na Faculdade de Direito de Lisboa de 2000 a 2005 e no meu último ano de curso fiz um intercâmbio em Curitiba no Brasil. Eles são extremamente diferentes dos portugueses mas a doutrina e a legislação são parecidas com a nossa.
Em 2006 fui convidada para integrar a KPMG – uma sociedade de auditoria internacional com representação em Lisboa. Estive durante quatro anos como consultora fiscal e em 2009 passei a ser responsável jurídica e fiscal no Grupo Sovena onde trabalhava com 54 empresas. Estive lá até há quatro meses.
O meu foco tem sido o direito fiscal e actualmente sou advogada inscrita na Ordem dos Advogados e árbitra e matéria fiscal no CAAD – Centro de Arbitragem Administrativa, um sistema de mediação em que quem decide são os árbitros com decisões vinculativas tal como a dos tribunais. Tive um grande orgulho com esta designação.
Nasci em Lisboa e fui criada em Vale do Paraíso. Fiz o secundário em Azambuja e em miúda queria ser juíza, nunca pensei noutras profissões. No entanto percebi que para ser juíza tinha de abdicar de muito tempo da vida pessoal e nunca quis isso. O bichinho ainda continua mas ser árbitra aproximou-me da magistratura.
Eu gosto muito de direito fiscal. Trabalho nos problemas do dia-a-dia das empresas como contratos de financiamento, actas de assembleias gerais, contratos com fornecedores e clientes, insolvências, entre outras matérias. A mudança constante nos impostos faz com que a área do direito fiscal seja um desafio permanente.
Na adolescência trabalhei em fábricas de tomate. Também estive como administrativa numa empresa durante três meses e fiz as ocupações de tempos livres que me davam algum dinheiro para as minhas coisas: pintava edifícios municipais, tirar as ervas da calçada, apoiava os idosos, entre outras coisas.
Os meus pais sempre se esforçaram para que pudesse estudar mas no terceiro ano do curso de direito tive um “part-time”. Foram os meus melhores anos de notas porque com o medo de não conseguir concretizar a licenciatura esforcei-me ainda mais.
Desde Junho que tenho um escritório no Cartaxo mas mantenho o de Lisboa. Moro cá há quatro anos depois de viver em Azambuja. Senti que a minha vida tinha de ser aqui. Os meus filhos gostam, a qualidade de vida é melhor e queríamos ficar na província e não na cidade – somos mais felizes aqui.
Tenho três filhos, 1, 5 e 7 anos. São o meu hooby e gostava de ter mais um. Quando era miúda queria cinco mas lá em casa ninguém quer mais irmãos. Faço praia com eles logo a partir de Março, nem que seja agasalhados. Todos os destinos são bons desde que tenham praia. Costumamos ir para a zona oeste mas prefiro as praias alentejanas.

Gosto de liderar, de mediar e de resolver ou de ajudar a resolver problemas

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