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Artesanato encheu Mercado de Natal de Alverca

Artesanato encheu Mercado de Natal de Alverca

A segunda edição contou também com muita música e dança e não faltaram os carrosséis e o Pai Natal para alegrar os mais pequenos.

Edição de 15.12.2016 | Especial de Natal

O Mercado de Natal de Alverca voltou a encher a Praça de São Pedro, junto à Estrada Nacional 10, no centro da cidade. Várias bancadas de artesanato exibiram artigos feitos em cortiça, linha de costura, bijutarias e madeira. O evento decorreu durante os dias 8, 9, 10 e 11 de Dezembro e contou também com a presença de um Pai Natal com quem as crianças puderam tirar fotografias.
As bancadas de artesanato encheram a maior parte da praça. Na iniciativa participaram artesãos de vários pontos da região, nomeadamente Alverca, Carregado e Alpiarça. Antero Botelho tem a bancada cheia de relógios feitos de madeira ou de azulejo. O artesão, de 74 anos, sempre gostou de trabalhar com madeira, em especial a de oliveira. Diz que cria efeitos mais bonitos. Um pequeno buraco na madeira basta para pôr os ponteiros. A mesma coisa faz com os azulejos que usa da sua colecção. Quando vê uma casa em obras pergunta sempre se pode ficar com os restos dos azulejos das casas-de-banho.
Fernanda Lopes está acompanhada pela filha Joana. A senhora de 48 anos mora no Bom Sucesso e entrou para o artesanato há três anos após ver-se desempregada. Ao perceber que tinha jeito decidiu apostar no artesanato e apesar de já ter trabalhado em várias áreas, desde a restauração à jardinagem, é actualmente dona de uma loja onde vende os próprios artigos. A filha também dá uma ajuda, mas a mãe confessa que não tem muito jeito.
Esmeralda Teixeira também descobriu o artesanato há poucos anos. A senhora de 70 anos veio de Alpiarça vender telhas pintadas e decoradas à mão, algumas levam desenhos em papel de guardanapo. Esmeralda começou a trabalhar com este material há cinco anos após um curso da Universidade Sénior.
Anna Mishanina e Otília Maria estão em bancas vizinhas. Algo a que já estão habituadas pois são vizinhas no Carregado. Anna veio da Rússia há 16 anos ter com o marido português que faleceu há seis meses. Na bancada tem várias árvores feitas com missangas e moedas de várias partes do mundo. Mas os últimos artigos feitos já apresentam mais cêntimos de euro que moedas estrangeiras.
Otília tem 42 anos e apesar de participar em várias feiras é a primeira vez que expõe em Alverca. Diz que quanto mais para sul vem, mais gente vê. “O Carregado é morto, Alenquer também, em Vila Franca de Xira já se vê mais pessoas e hoje aqui até está mais ou menos composto”, refere.
Sónia veio de Castanheira do Ribatejo. A senhora de 39 anos trabalha com massas biscuit há oito anos. Começou como um entretenimento numa altura que estava doente, a contas com uma depressão pós-parto.

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