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Funcionária da Junta de Alhandra suspeita de desviar dinheiro continua suspensa

Funcionária da Junta de Alhandra suspeita de desviar dinheiro continua suspensa

Autarquia pode decidir prolongar a suspensão de 90 dias até que terminem os trabalhos da comissão de inquérito que está a avaliar o caso. Em causa está o desvio de milhares de euros.

Edição de 15.12.2016 | Sociedade

Ainda está a decorrer o inquérito interno que visa apurar o que realmente aconteceu no caso envolvendo uma funcionária da Junta de Freguesia de Alhandra que é suspeita de ter desviado, só neste mandato, mais de 20 mil euros.
A mulher continua suspensa do trabalho e não se sabe ainda quando voltará. A suspensão do trabalho por 90 dias foi decretada pela junta e termina em Janeiro, mas poderá ser prolongada enquanto os trabalhos da comissão de inquérito durarem. A encabeçar os trabalhos está um jurista da Câmara de Vila Franca de Xira. O Ministério Público está também a desenvolver diligências no caso.
Tal como O MIRANTE noticiou em Setembro último, uma funcionária da Junta de Alhandra, com 36 anos de serviço, é suspeita de ter desviado, só neste mandato, mais de 20 mil euros daquela entidade pública.
Mas suspeita-se que o caso se arraste há pelo menos dois mandatos, com somas de valores consideráveis desde então. O caso apanhou toda a gente de surpresa na junta de freguesia, já que a mulher era bastante estimada na comunidade e em quem toda a gente confiava. A funcionária era responsável pelo processamento dos vencimentos do pessoal da junta e era ela quem, alegadamente, dava as ordens de pagamento para os bancos com quem a junta trabalha.
Ao que O MIRANTE apurara na altura, a funcionária auferia cerca de 1200 euros mensais e, alegadamente, ainda transferia um valor adicional na ordem dos 450 euros para uma conta sua mas com descritivo em nome de um antigo funcionário. O esquema foi passando pelos diferentes filtros da junta ao longo dos anos, incluindo por quem tinha a responsabilidade de verificar a autenticidade dos pagamentos e a contabilidade.
O esquema terá sido descoberto no dia 16 de Setembro de 2016 quando a funcionária em causa se ausentou do serviço para ir a uma consulta. Uma colega ao aperceber-se das desconformidades foi analisando os processos até perceber que algo não estava bem. Quando a mulher voltou ao trabalho terá sido confrontada pelo executivo da junta com o sucedido mas terá negado o desvio do dinheiro. Mais tarde terá explicado que o caso era do conhecimento do anterior presidente da junta e que o mesmo serviria quase como um empréstimo de curto prazo. Por fim, terá também prometido devolver todo o dinheiro que tirou, ideia que não terá sido aceite pelo actual presidente do executivo.

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