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Bombeiros retidos nas urgências de Santarém à espera de macas
Problema. Ambulâncias acumulam-se à porta do hospital

Bombeiros retidos nas urgências de Santarém à espera de macas

Hospital diz que situação se deve a um elevado afluxo de doentes. O Comando Distrital de Operações de Socorro já teve de alertar o hospital, várias vezes, para o facto de o socorro estar comprometido devido ao elevado número de ambulâncias paradas.

Edição de 22.12.2016 | Sociedade

As ambulâncias dos bombeiros estão a ficar retidas mais de uma hora nas urgências do Hospital de Santarém. Na semana passada e já no início desta semana chegaram a estar mais de 10 ambulâncias de socorro à espera da devolução das macas, o que obriga à reorganização do socorro com as corporações de bombeiros a fazerem serviços fora das suas áreas de intervenção, o que leva a que o socorro seja mais demorado. A administração do hospital justifica que a situação deve-se a um “afluxo excepcionalmente elevado de doentes”.
Segundo o administrador, José Josué, nos últimos dias registou-se um número de cerca de 70 doentes com necessidades de internamento, que originou a ocupação das camas por mais tempo. O hospital regista ainda o facto de “o ritmo de altas e saída de doentes ter sido inferior ao ritmo de entradas”. José Josué agradece a compreensão dos bombeiros, salientando que “só excepcionalmente se verificam situações de maior dificuldade, o que não se fica a dever a falta de recursos do hospital mas sim a muito anormais afluxos de doentes”. O administrador garante que o hospital tem um grande número de equipamentos de urgência, como macas, sendo que algumas são substituídas por camas por serem mais confortáveis para os doentes.
Na semana passada o Comando Distrital de Operações de Socorro teve que pressionar o hospital para libertar macas porque a situação estava a complicar o socorro. O comandante distrital de operações de socorro, Mário Silvestre, diz que está a acompanhar a situação e que, apesar dos condicionalismos, a situação ainda não é crítica e ainda se consegue gerir minimamente os meios. Mas, acrescenta, “o óptimo era a situação estar a funcionar normalmente sem estes tempos de espera”.
Esta situação não é nova e ocorre todos os anos quando há maior afluência de pessoas às urgências. Um dos anos mais críticos foi em Julho de 2013, quando os Bombeiros Municipais do Cartaxo enviaram uma carta para a administração do hospital e os Voluntários de Almeirim reclamarem junto do Ministério da Saúde. Na altura o administrador da unidade hospitalar, José Josué, reconheceu razão às corporações e anunciou que ia comprar mais macas para o serviço de urgências.

Bombeiros retidos nas urgências de Santarém à espera de macas

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