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Militares da GNR que vivem no Palácio da Falcoaria Real vão sair no início de 2017

Militares da GNR que vivem no Palácio da Falcoaria Real vão sair no início de 2017

Câmara de Salvaterra de Magos necessita das instalações e está a procurar soluções para alojar os guardas.

Edição de 22.12.2016 | Sociedade

Os militares da GNR de Salvaterra vão ser retirados no início de 2017 do Palácio da Falcoaria Real, onde estão a viver. Pelo menos é essa a intenção do presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio (PS), que explicou em sessão camarária que o município precisa do espaço que os militares actualmente ocupam. “Estamos em conversações com a Santa Casa da Misericórdia para que os militares da GNR possam ir para uma casa da Santa Casa que esteja vaga e alojá-los lá. Estamos a aguardar resposta do senhor provedor. Se não chegarmos a acordo teremos que alugar um espaço privado para instalar lá os militares enquanto o projecto para o novo posto da GNR não avançar”, referiu Esménio.
O executivo municipal pretende criar um acervo documental sobre a arte da falcoaria no espaço actualmente ocupado pelos militares da GNR, com base no espólio doado por uma munícipe.
Os guardas estão alojados provisoriamente no Palácio da Falcoaria, pois está prevista a requalificação de uma antiga escola da vila para ali instalar o novo posto da GNR e alojamentos para os militares. “Há o compromisso da ministra da Administração Interna que tem garantia de cabimento orçamental para fazer as obras. O projecto está concluído e pronto para lançar concurso. Estamos a aguardar que o concurso seja lançado”, justificou o presidente da autarquia.
O concurso público para a requalificação do edifício da antiga Escola da Avenida estava previsto avançar em 2015, mas tal ainda não aconteceu. Em Março de 2015 Esménio assinou o protocolo com a GNR para cedência de instalações do edifício da antiga Escola da Avenida. O protocolo foi homologado pelo secretário de Estado adjunto da ministra da Administração Interna da altura, Fernando Alexandre. Ficou acordado no protocolo que o edifício será cedido por comodato por um período de 50 anos.
Se a obra não estiver concluída no prazo de três anos o edifício reverte para o município. Cabe à GNR fazer o projecto de execução e fiscalizar a obra de reabilitação do edifício. Após a conclusão das obras a GNR compromete-se a devolver o edifício onde actualmente está instalada a GNR, que é propriedade da câmara municipal.
Este é um processo que se tem arrastado ao longo dos anos com avanços e recuos. Em Dezembro de 2012 O MIRANTE denunciou as condições deploráveis em que trabalhavam os profissionais da GNR de Salvaterra de Magos. Desde essa altura tem-se tentado encontrar uma solução para o problema.

Muitas promessas e poucas obras

Em Dezembro de 2013 O MIRANTE dava conta que, ao contrário do que tinha sido anunciado no início desse ano, não ia ser tão cedo que a GNR de Salvaterra de Magos ia sair das degradadas instalações em que se encontrava. Em Janeiro de 2013, a então presidente da câmara, Ana Cristina Ribeiro (BE), anunciara a candidatura da obra a fundos comunitários com uma comparticipação de 85 por cento. Mas, segundo o seu sucessor, Hélder Esménio (PS), a autarca já sabia que não havia possibilidades de obter financiamento.
Ana Cristina Ribeiro assinou mesmo, no último dia em funções na autarquia, um contrato com uma empresa para fazer o projecto para as obras na escola, no valor de 25 mil euros. Contrato que entretanto o novo executivo rescindiu.

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