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Aterro de resíduos industriais inaugurado em Azambuja com muitas reservas

Aterro de resíduos industriais inaugurado em Azambuja com muitas reservas

Populares e autarcas da oposição na Câmara de Azambuja temem consequências ambientais e para a saúde. Secretário de Estado do Ambiente diz que não há razões para alarme.

Edição de 22.02.2017 | Economia

A empresa SUMA inaugurou na sexta-feira, 17 de Fevereiro, em Azambuja, um centro de tratamento de resíduos não perigosos, uma infraestrutura que é contestada por moradores e pelos partidos da oposição na câmara municipal. O Centro de Tratamento de Resíduos não Perigosos de Azambuja será gerido pela empresa Triaza, pertencente à SUMA, um consórcio liderado pela Mota Engil, e representou um investimento de 1,8 milhões de euros.
A infraestrutura, que foi inaugurada na presença do secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, tem sido contestada por alguns moradores e pelos partidos da oposição na Câmara Municipal de Azambuja, liderada pelo socialista Luís de Sousa. Os contestatários alertam sobretudo para a dificuldade de fiscalizar os resíduos que irão entrar nas instalações para aterro e dizem temer consequências ambientais e de saúde.
Contudo, em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, afirmou que a população de Azambuja “não tem motivos para estar apreensiva”. “Portugal já leva 20 anos de gestão de aterros desta natureza e até agora não houve nenhum factor de risco, antes pelo contrário. O objectivo é exactamente evitar a deposição de resíduos de forma selvagem”, apontou.
“É uma belíssima infraestrutura, porque serve não só como local para deposição de resíduos como também de valorização. Além do mais cumpre todas as normas ambientais”, acrescentou Carlos Martins.
Por seu turno, também em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Luís de Sousa (PS), sublinhou que o novo centro de tratamento de resíduos “é um bom investimento” para o município, pois vai ter “impactos ambientais, económicos e sociais”.
“Para já vai criar quatro postos de trabalho para habitantes de Azambuja. No futuro, logo se verá. Realizámos algumas demolições e o entulho teve de ir para Lisboa. A partir de agora, pode ficar cá. Vamos evitar que muitas empresas e particulares depositem os resíduos no meio da estrada”, realçou.
O autarca assegurou ainda que irá existir da parte da Câmara de Azambuja uma fiscalização constante do material que irá entrar e sair do aterro. “Podem estar tranquilos. Não vamos descurar e vão existir relatórios do que entra e do que sai”, atestou.

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