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Governo não vai fazer acessibilidades ao Eco Parque do Relvão
DESGOVERNO. Apesar da importância dada ao Eco Parque do Relvão e das visitas ilustres que por lá têm passado não vão ser construidas novas acessibilidades (na foto) Adalberto Campos Fernandes actual ministro da saúde

Governo não vai fazer acessibilidades ao Eco Parque do Relvão

Zona industrial da Carregueira só é prioridade para resíduos perigosos

Edição de 22.02.2017 | Economia

As acessibilidades ao Eco Parque do Relvão, na freguesia da Carregueira, concelho da Chamusca, ficaram fora das prioridades do Governo definidas no Programa de Valorização das Áreas Empresariais, apresentado no dia 7 de Fevereiro, no Entroncamento, que tem como objectivo reforçar a competitividade das empresas, potenciar a criação de emprego e aumentar a exportações. A Câmara da Chamusca já solicitou uma reunião, “com carácter de urgência”, ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, para expor a questão.
O Eco Parque, onde se situam maioritariamente empresas ligadas ao tratamento e aproveitamento de resíduos, tanto urbanos, como industriais banais e perigosos e até resíduos hospitalares, não tem merecido qualquer atenção dos sucessivos governos em termos de acessibilidades, sendo apenas elogiado quando há necessidade de instalar aterros e empresas de tratamento que ninguém mais quer receber nos seus territórios, como aconteceu com os resíduos industriais perigosos e as incineradoras de resíduos hospitalares.
O presidente da Câmara da Chamusca, Paulo Queimado (PS), diz não saber o que mais fazer para explicar a quem decide que “os acessos ao Eco Parque do Relvão são mesmo necessários, face ao volume de viaturas pesadas que continuam a circular dentro de localidades e em estradas municipais”.
A justificação que foi dada por parte do Governo é que a nível do programa de fundos comunitários Portugal 2020, de acordo com o qual foi desenhado o plano de investimentos de 2015/2020, o Eco Parque do Relvão foi considerado mas apenas em 20º lugar da lista, disse a O MIRANTE o autarca.
Considerando-se preocupado e desiludido, Paulo Queimado relembra que o Eco Parque do Relvão não resolve só os problemas da Chamusca e da região mas de todo o país e que deveria haver outra atenção a tal facto.
“Estão lá dois CIRVER que tratam de resíduos industriais perigosos, duas incineradoras para tratamento de resíduos hospitalares perigosos e um sistema de tratamentos de resíduos sólidos urbanos que trata os resíduos de quase trinta municípios. Não sei o que é preciso justificar mais para dizer que estamos a ser maltratados?”, questiona.
O autarca da Chamusca não baixa os braços. “O caminho a percorrer ainda é longo. Vamos concluir a constituição da associação de gestão do Eco Parque e vamos fazer um estudo de tráfego rodoviário para provar que o tráfego que está a seguir para o Eco Parque é realmente significativo”.

Governo não vai fazer acessibilidades ao Eco Parque do Relvão

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