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Nuvem poluente de dióxido de enxofre sentiu-se em Alverca e Vila Franca de Xira

Edição de 22.02.2017 | Sociedade

Alverca e Vila Franca de Xira foram duas das cidades que registaram na manhã de 15 de Fevereiro um pico de poluição tóxica resultante da nuvem poluente de dióxido de enxofre provocado pelo incêndio na fábrica da SAPEC em Setúbal, revelam dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Na madrugada de 14 de Fevereiro, data em que deflagrou o incêndio que consumiu dois armazéns daquela empresa, o vento dispersou uma nuvem perigosa de poluição que atingiu a região de Vila Franca de Xira, onde se registou um pico daquele gás nocivo para a saúde entre as 10h00 e as 11h00, tendo sido medidos nas estações de qualidade do ar valores acima de 500 microgramas de dióxido de enxofre por metro cúbico, o valor considerado limite por lei.
Apesar do valor elevado não houve qualquer alerta das entidades públicas de saúde para que as actividades físicas e desportivas ao ar livre fossem reduzidas ou evitadas e nenhum morador sequer teve conhecimento da situação. “Na ocorrência em apreço, as redes da Valorsul e da SECIL Outão registaram valores horários acima do valor limite que foram imediatamente comunicados à Comissão Coordenadora de Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo e à APA, tendo-se iniciado, por parte de todas as entidades, um processo de acompanhamento em tempo real da situação. O acompanhamento identificou no dia 14 de Fevereiro uma excedência de uma hora na estação de Alverca corroborada pelas estações da Valorsul, que normalizou na hora seguinte, situação que foi devidamente notificada e noticiada”, explica a APA em comunicado.
A nuvem de poluição atravessou toda a reserva natural do estuário do Tejo e atingiu mais tarde Vila Franca de Xira e, sobretudo, Alverca. Os valores medidos no concelho começaram a descer “significativamente” logo a partir das 14h00 e a situação, garantiu aquela entidade, “ficou controlada”. A APA garante que os valores entretanto registados estão “muito abaixo do valor limite” pelo que não representam qualquer risco para a saúde humana.

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