PS tenta explorar brechas na coligação PSD/CDS em Rio Maior e leva resposta à letra
Vereador socialista diz que a aliança de centro-direita que gere o município é uma falácia política, mas acabou por levar resposta à letra
O vereador do PS na Câmara de Rio Maior, Daniel Pinto, classificou como “uma falácia política” a situação actual da coligação PSD /CDS que gere o município, mas o feitiço acabou por se virar contra o feiticeiro. O autarca socialista tentou explorar politicamente as eventuais brechas na coligação causadas pela retirada de pelouros à vereadora Ana Figueiredo (CDS), por parte da presidente Isaura Morais (CSD), e acabou por ver o seu partido ser rotulado da mesma forma devido a episódios recentes.
Daniel Pinto, que regressou às reuniões de câmara após algum tempo de baixa, ressurgiu bastante agressivo no discurso face ao que era habitual, dizendo que a coligação PSD/CDS, nos moldes actuais, é “uma falácia” e afirmando-se “muito triste do ponto de vista humano” pelos desentendimentos verificados entre eleitos da coligação.
“Custa-me muito que esta coligação se mantenha para inglês ver”, acrescentou Daniel Pinto, manifestando a sua estranheza por a aliança PSD/CDS continuar com uma vereadora do CDS no executivo a quem foram retirados os pelouros e com um partido, o CDS, que não estará “a ser ouvido”. Disse ainda que o actual cenário configura “uma perda para Rio Maior” e que se trata de “uma falácia política continuar assim, porque esta coligação está muito limitada na sua acção”.
A reacção não se fez esperar e foi contundente. O vice-presidente da câmara, Filipe Santana Dias (PSD), perguntou ao vereador socialista “o que é que tem a ver” com as questões internas da coligação. E questionou ainda se “fraude política” não será antes o recente episódio da renúncia ao mandato do vereador socialista João Teodoro Miguel, “sem dar cavaco aos riomaiorenses”; ou o facto de o PS se fazer representar nessa reunião de câmara (em que se ia votar o orçamento do município) apenas por Daniel Pinto, quando tem dois vereadores eleitos. E terminou com um “conselho”: “Trate da sua casa senhor vereador!”.
A presidente Isaura Morais reforçou: “Os assuntos da coligação discutem-se na coligação e os assuntos dos partidos discutem-se nos partidos. Há um acordo pré-eleitoral que se mantém e está tudo a correr dentro da normalidade”.
O vereador do CDS Miguel Santos também garantiu que a mudança de pelouros não afectou o funcionamento da equipa nem a relação entre os dois partidos. “A coligação mantém-se com saúde e a melhor prova disso é o trabalho realizado”, declarou, assegurando que todos os projectos que estavam com a vereadora do seu partido vão continuar a ter a melhor atenção.
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