Joaquim Letria chamado para curador de exposição sobre cheias de 1967
Município de Vila Franca de Xira está a preparar trabalho evocativo sobre a catástrofe.
O jornalista Joaquim Letria foi o escolhido pela Câmara de Vila Franca de Xira para ser o curador da exposição que está a ser preparada para evocar o meio século passado desde as cheias que vitimaram centenas de pessoas na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e, em particular, na aldeia de Quintas, em Castanheira do Ribatejo.
A informação é confirmada pelo presidente do município ribatejano, Alberto Mesquita (PS). “Estamos a trabalhar numa exposição sobre as cheias das Quintas que será estreada no Celeiro da Patriarcal e temos em vista a possibilidade dela poder vir a ser itinerante. Contactámos para curador o Joaquim Letria. Ele foi o primeiro repórter a chegar lá e a ver o que aconteceu. Se há alguém que tem o conhecimento claro do que se passou, até pelas conversas que teve com os sobreviventes, foi ele”, explica o autarca.
Ainda segundo Alberto Mesquita, o jornalista ficou “admirado” por ter sido escolhido para curador. “Aceitou de bom grado mas ficou muito surpreendido”, confessa o autarca.
Joaquim Letria é uma figura do jornalismo nacional, conhecido pela sua passagem na televisão e por, entre outras coisas, ter fundado títulos como o Tal & Qual e O Jornal. Começou a trabalhar no Diário de Lisboa com 18 anos, em 1961. Passou, entre outras, pela Associated Press e a BBC de Londres.
As cheias de 26 de Novembro de 1967 vitimaram centenas de pessoas na AML e especialmente nas Quintas, Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, onde mais de metade da população perdeu a vida.
No site semanal de O MIRANTE, poderá encontrar uma reportagem publicada a 23 de Novembro de 2017 a propósito dos 50 anos da tragédia, com relatos de familiares e moradores das Quintas que sobreviveram às chuvas fortes e enxurradas dessa madrugada de sábado.
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