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Luís de Sousa diz que Inês Louro desenterrou um machado de guerra
Luís de Sousa e Inês Louro estão em rota de colisão apesar de militarem no mesmo partido (PS)

Luís de Sousa diz que Inês Louro desenterrou um machado de guerra

Entrevista de O MIRANTE causa agitação entre os socialistas de Azambuja. Líder do município, Luís de Sousa (PS), não gostou do que leu na entrevista dada pela presidente da Junta de Azambuja e sua camarada de partido, Inês Louro, e diz que esta desenterrou um machado de guerra que estava adormecido.

Edição de 16.01.2019 | Política

O PS de Azambuja continua a viver um momento de tensão política que espelha desentendimentos antigos. O rastilho reacendeu-se após a entrevista dada a O MIRANTE pela presidente de Junta de Freguesia de Azambuja, Inês Louro (PS), onde esta admite que preferia ter o vereador Silvino Lúcio (PS) como presidente da câmara, no lugar de Luís de Sousa (PS).
O presidente da Câmara de Azambuja não gostou do que leu e, em declarações a O MIRANTE, condena as palavras de Inês Louro, começando por lamentar que a presidente de junta não “tivesse parado para pensar antes de falar”. E acrescenta: “A presidente de junta desenterrou um machado de guerra”.
Para o presidente do município, Inês Louro ao dizer que não há tendência para se investir mais em Azambuja do que nas restantes seis freguesias, está-se a esquecer que o “presidente de câmara não é o presidente de Junta de Azambuja e que, na sua visão, as obras têm de ser repartidas por todo o concelho”. E reforça: “Está-me a passar um atestado de incompetência, mas incompetente é a gerência que ela tem estado a fazer na junta de freguesia”.
Luís de Sousa lembra que, já em situações anteriores, Inês Louro “fez comentários desagradáveis” sobre a sua pessoa e que “até já incentivou membros da comissão [política concelhia do PS] a pedirem a demissão” do actual presidente de câmara.
A O MIRANTE, Inês Louro confessou que já durante a fase de escolha do candidato do PS à Câmara de Azambuja nas autárquicas de 2017 “houve uma divisão na comissão política do PS” e que a sua “opção recaiu sobre Silvino Lúcio”. Recorde-se que nesse ano o processo de escolha do candidato socialista em Azambuja foi avocado pela Federação da Área Urbana de Lisboa do PS (FAUL), porque Silvino Lúcio presidente da concelhia do PS e, na altura, vice-presidente da câmara, não aceitava a recandidatura de Luís de Sousa, apresentando-se como alternativa.
Na opinião de Luís de Sousa, já em 2017 Inês Louro “deveria querer um lugar de vereadora na câmara e provavelmente continua com essas aspirações”. E dispara: “Com a atitude que tem tido, caso se candidatasse a presidente de câmara, nunca iria vencer as eleições fosse por que partido fosse”.
Apesar da polémica instalada, Luís de Sousa diz não ficar incomodado com as qualidades que vêem em Silvino Lúcio, mas frisa que “ainda é cedo para se falar de eleições” e despertar “guerrilhas políticas” entre possíveis candidatos.

Luís de Sousa diz que Inês Louro desenterrou um machado de guerra

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