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CERCI de Azambuja recorre ao Fundo de Socorro da Segurança Social
Carlos Neto defende que a CERCI Flor da vida precisa de ajuda externa

CERCI de Azambuja recorre ao Fundo de Socorro da Segurança Social

Candidatura é a réstia de esperança para reequilibrar a situação financeira da instituição, que se debate com dívidas que ascendem a 386 mil euros.

Edição de 16.01.2019 | Sociedade

O presidente da CERCI Flor da Vida, Carlos Neto, alerta que essa Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) de Azambuja corre o risco de fechar portas se não conseguir reequilibrar-se financeiramente. A próxima tentativa consiste em recorrer ao Fundo de Socorro da Segurança Social, que pode demorar dois anos a chegar. “Não conseguimos aguentar tanto tempo nesta situação, se não houver ajuda externa. Continuamos a ter um mês de salários em atraso e os subsídios de férias e Natal, aos 79 funcionários”, afirmou a O MIRANTE.
A direcção da instituição de apoio a pessoas com deficiência reuniu em Dezembro com a Segurança Social e a solução encontrada consiste na candidatura ao Fundo de Socorro Social, que será decidida por despacho de um membro do governo responsável pela área da Segurança Social, em prazo não superior a dois anos.
Segundo Carlos Neto, os compromissos bancários referentes ao empréstimo contraído para a construção do actual edifício da IPSS estão em ordem e ficarão saldados em Outubro de 2020. No entanto, o valor da dívida global ascende aos 386 mil euros, sendo que 153 mil euros são referentes aos subsídios e salários em atraso, valor que se prevê que continue a aumentar durante os próximos meses.
Na última auditoria financeira da Segurança Social a esta IPSS, realizada em 2018, concluiu-se que os dinheiros atribuídos não foram mal geridos e que não foram detectados quaisquer indícios de desvios de verbas. O relatório final esclarece ainda que a CERCI tomou medidas para tentar melhorar a sua situação financeira, entre outras, a redução dos cursos de formação profissional e a desactivação da ventilação eléctrica e ar condicionado em algumas das divisões do edifício.
A CERCI apoia actualmente 396 utentes portadores de deficiência que residem, na sua maioria, nos concelhos de Azambuja e Alenquer. A preocupação de Carlos Neto e restante direcção recai no futuro destas pessoas, pois caso a instituição venha a fechar terão de ser transferidas para outras instituições, “se existirem vagas e condições para as receber”.

Campanha de angariação de fundos sem grandes resultados

A CERCI é apoiada anualmente pela Câmara de Azambuja, à semelhança de outras oito instituições sediadas no concelho, mediante o Regulamento de Apoio às IPSS. Durante o ano de 2018 a autarquia atribuiu à CERCI um apoio financeiro de 30.712 euros.
Segundo o presidente do município, Luís de Sousa (PS), a câmara está neste momento impossibilitada de atribuir os apoios necessários para salvar esta instituição da extinção.
Para além de a autarquia ter lançado uma campanha de angariação de fundos aberta a toda a população, endereçou uma carta a 600 empresas com sede no concelho solicitando um apoio financeiro ao abrigo da lei do mecenato. Os donativos por parte da comunidade ou empresas são aceites por transferência bancária para a conta com o IBAN – PT50 0045 5070 4002 0387 6145 2.
De acordo com Carlos Neto através desta campanha foram angariados até à data, cerca de dois mil euros, um valor que não vai de encontro às expectativas do dirigente e que fica longe de conseguir salvar a instituição.

CERCI de Azambuja recorre ao Fundo de Socorro da Segurança Social

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